quarta-feira, 3 de junho de 2015

BRASIL - do mensalão - Esquema que dá certo

MENSALÃO,  ESQUEMA QUE  DÁ  CERTO 
     (NO BRASIL)
                               Pr.  Érico  Rodolpho  Bussinger
     Quando há um julgamento e condenação pela última instância do Poder Judiciário de uma nação, em princípio entende-se  aquelas razões como verdadeiras.  E as penalidades e punições seguem as devidas sentenças.  Foi o caso do chamado MENSALÃO, um esquema de corrupção com o dinheiro público, montado no Palácio do Planalto, visando “comprar” o apoio de deputados e senadores para apoiarem o Governo. Tudo isso é fato amplamente comprovado e o grupo foi chamado de “quadrilha” pelo Procurador Geral da República e acatado pelo Supremo Tribunal Federal do país.   Ocorre que  era  essa “quadrilha” que governava o país.  E o sistema judiciário brasileiro pára por aí.  Limita-se a punir as “pessoas” envolvidas, pelos seus delitos.  O dinheiro desviado não é condenado, as conseqüências compradas com “esse dinheiro” não vão para a cadeia.  E o esquema de Governo assim montado continua a governar.
     Nós perguntamos: O que ocorreu com as votações do Congresso que tiveram esses votos “comprados”?  A resposta é: nada.  As votações foram válidas.  E viraram leis e ações que nos influenciam até hoje.  E as eleições que foram vencidas com esse dinheiro “roubado” dos cofres públicos?  Valeram, ou seja, foram validadas, sem qualquer discussão.   E a respeito das medidas governamentais que foram tomadas e suas ações desencadeadas, debaixo do “apoio parlamentar” assim conseguido?  Estão valendo até hoje.  E todas as pessoas que foram nomeadas para altos cargos na nação, incluindo ministros do STF?  Pela legislação brasileira, nenhuma penalidade poderão sofrer.  E assim tudo no país prosseguiu...  As conseqüências do MENSALÃO estão valendo.
     Sem mais denúncias e processos jurídicos, oficialmente toda a corrupção cessou no mensalão.  Mas o Governo e seu partido permaneceram fortes.  Quando de um novo esquema de corrupção descoberto envolvendo a rica empresa PETROBRAS, isto na casa das dezenas de bilhões de reais (ou dólares), pergunta-se: Será que é realmente novo?  Não terá havido continuidade nesses 12 anos de Governo?  Para o Judiciário, sim, é novo, porque não houve denúncias encaminhadas e aceitas ligando os dois períodos de corrupção.  E caso haja condenação de alguém nessa nova denúncia, novamente o será somente para as pessoas envolvidas. E presume-se que as conseqüências (em todas as áreas) dessas ações  delituosas mais uma vez permanecerão válidas.
     Será que alguém então afirmará que O CRIME COMPENSA?
     É óbvio que não deveremos imaginar que a corrupção começou com o PT ou foi inventada no Brasil.  Na verdade herdamos uma endemia comum a todos os “latinos” (pergunta-se:  qual a origem  comum dos latinos?).  É claro também que, com o advento da informática,  a operação corruptora  se sofisticou.  Nunca o crime foi tão organizado, eficaz e até politicamente defendido como atualmente.
     O que tem então o povo de Deus a ver com isso?
     Desde que Deus colocou o homem na Terra e ele se perdeu, o método de ação de Deus no mundo sempre foi o de separação de alguns e influência sobre os demais.  Jesus estabeleceu os seus seguidores como “SAL”  para a terra e luz para o mundo (Mt.5:13,14). E essa missão continua até nossos dias.  Quem deve dar o “tempero” moral para o país é o povo de Deus. Isso inclui AÇÃO e ORAÇÃO.  O que eu quero dizer é que Deus costuma agir e “fazer as coisas acontecerem” em resposta à ação e oração do seu povo (2 Cr.7:14).  Em 1964 houve uma Revolução Militar, porque o povo de Deus orou.  O Mensalão só existiu porque o povo de Deus orou. O Petrolão foi denunciado porque o povo de Deus orou.  E Deus sempre fará denunciar e vencer o erro dos Abimeleques (Jz.9) e dos Absalões (filho de Davi-2Sm.15), quando o seu povo clamar por justiça.  Se houver apenas um intercessor em ação, Deus agirá (Jr.5:1). Mas se não houver nem um intercessor (Ez.22:30), então poderemos esperar mais mensalões.  E é claro que eles atingirão os crentes também, como terremotos, secas, o sol e a chuva (Mt.5:45). Hoje no Novo Testamento é assim.  Afinal, a época de livramento do povo de Deus das pragas ficou no Egito. Hoje os crentes também sofrem juntos com o povo.
     Como cremos que “humanamente” o país está totalmente arrasado (incluindo por omissão nossa), não nos resta alternativa a não ser buscar socorro no Senhor e aproveitar as “dores” que vêm para evangelizar mais pessoas.
     Você tem orado por Eduardo Cunha, Dilma, Renan, Lewandovski, etc.?