quarta-feira, 22 de agosto de 2018

O MUNDO MODELANDO A IGREJA HOJE


  DEUS CONDENA PEDIR UM REI     
                           PR.  Érico  Rodolpho  Bussinger
      Em uma determinada época da história bíblica, os israelitas resolveram querer e pedir a Deus um REI, como as outras nações. O aspecto mais significativo disso é que Deus, mesmo contrariado, atendeu o povo e lhe concedeu o que queria.
     Em 1Sm.12 encontramos o profeta Samuel, que acumulava também as funções de sumo-sacerdote, juiz e líder civil, convocando o povo de Israel para uma Assembléia Geral. É sempre interessante como Deus gosta de fazer todas as suas decisões conhecidas de público. Para isto mandou seu servo, o profeta Samuel, convocar aquela Assembléia de todo o povo de Israel. Deus já havia decidido atender o povo, que O rejeitava, e delegou ao seu enviado, o profeta Samuel, o estabelecer um rei, como o povo queria. O critério foi o sorteio. Primeiro por tribos, depois por grandes famílias, as famílias menores e por fim, a própria pessoa que haveria de ocupar o trono. A sorte saiu para SAUL, a quem Deus já havia revelado, bem como preparado. Saul era o melhor em Israel para ocupar aquela posição. E havia inclusive já sido ungido e empossado. A mencionada Assembléia Geral foi convocada por Samuel, em nome do Senhor, quando Saul já tinha sido empossado como Rei. A Assembléia Geral aconteceu quando Samuel já estava com a cabeça mais fria e o povo também.
     O assunto da Assembléia foi a conseqüência para o povo do fato de ter preferido um Rei humano. Samuel lembrou que, desde o Egito, Deus sempre operou a favor do Seu povo de Israel, mesmo sem que eles tivessem um rei humano. A fidelidade de Deus a favor do Seu povo nunca falhou e o povo de Israel sempre teve todos os livramentos e vitórias necessários. O último dos líderes levantados por Deus foi exatamente Samuel. E ele perguntou ao povo: “Em que eu falhei ? Onde eu errei ? Em que eu, como líder, defraudei alguém ? A resposta, evidentemente, foi que ninguém poderia reclamar de Samuel por qualquer motivo.
     Mas apesar disso eles queriam um rei humano !
     O povo de Israel não queria só um rei, visto que o rei poderia ser o próprio Samuel. Eles queriam um outro, como também queriam um Reino, um palácio, exércitos e aparência, como os outros povos tinham. Na verdade eles estavam rejeitando o modelo de Deus e o próprio Deus. E isso precisava ficar claro. E Deus levou o profeta Samuel a deixar isto claro para o povo, naquela Assembléia.
     A natureza de Deus é de santidade. Ele é santo. E determinou que quem seja dEle também seja santo. Não há possibilidade de se pertencer ao Senhor e não se ser santo.  Santo quer dizer SEPARADO. E era exatamente o contrário que o povo de Israel queria. Eles desejavam ser como os outros povos. E Deus queria separar o Seu povo dos outros povos. Santidade é isso (Lv.20:26 e Nm.15:40). E hoje não é diferente. Deus deseja ver a Sua noiva separada dos padrões do mundo. A ordem de santidade continua no Novo Testamento (Ef.1:4 e 1Pe.1:16).
     Em que o povo de Deus deve ser diferente e separado do mundo hoje ?
     Os valores que regem o mundo precisam ser identificados: aparência, fama, poder, glória, riquezas etc. Tudo visível.  Parece que é o que as igrejas estão buscando. Mas o chamado de Deus em Jesus é totalmente o contrário. O povo de Deus é chamado hoje para ser “sal da terra” (Mt.5:13). O sal nunca aparece. Ele se dissolve influenciando a comida, sem aparecer.  O povo de Deus é chamado para ser “fermento”(Mt.13:33), igualmente influenciando o ambiente à sua volta (toda a massa). Ninguém vê o fermento no pão. O povo de Deus deve fugir da PUBLICIDADE, como seu MESTRE (Mt.3:12 e 12:16). O povo de Deus não precisa de grandes templos para influenciar a cidade. Na Igreja Primitiva foi assim. Por 300 anos os cristãos não tiveram um templo sequer. O Evangelho não precisa de dinheiro para se espalhar. O Evangelho é o próprio “PODER DE DEUS para salvação...”(Rm.1:16). Os cristãos não dependem da POLÍTICA para cumprir a Sua missão. Os lugares onde a missão do Evangelho tem apresentado melhores resultados é exatamente onde eles são “odiados” pela política dominante. Desde os tempos do Império Romano foi assim. O povo de Deus não depende dos recursos humanos nem de organizações humanas para prosperar. O EVANGELHO tem uma força intrínseca.
     Pedir um Rei é querer ser como o mundo hoje.
     Ao final da Assembléia, após pedir como sinal de reprovação, que Deus manifestasse Seu poder com grande chuva e trovões sobre o povo naquela Assembléia, Samuel concluiu seu “SERMÃO” com a afirmação bem clara de que DEUS, apesar do erro do Seu povo em pedir um rei humano, não deixaria de lhe ser benigno. Apesar do Rei, Deus estaria sempre pronto a abençoar Seu povo. O melhor, entretanto, teria sido Israel ter como Rei somente o seu Deus e fazer a Sua vontade. O modelo de Deus é sempre o melhor, embora a Igreja hoje também tenha preferido “reis humanos”.
     Para nós hoje aquela lição é por demais preciosa: Apesar de nossas escolhas erradas no passado, e que podem inclusive ser irreversíveis, Deus estará sempre pronto a nos abençoar. Apesar das igrejas quererem em nossos dias “se organizarem” nos moldes do mundo, Deus estará sempre pronto a abençoar. Por isso devemos sempre buscá-lO, em qualquer situação ou em qualquer denominação. Com Rei humano ou sem ele (o que é melhor) Deus estará sempre pronto a nos abençoar. Com Rei ou sem ele DEUS CONTINUA SENDO DEUS.
     Na eternidade, porém, a diferença se verá.  Melhor é querer hoje o que Deus quer ! Entenda.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

ORAR PELO BOLSONARO


         JAIR  BOLSONARO ?    
             Pr.  Érico  Rodolpho  Bussinger
     Acordei uma certa noite várias vezes com o mesmo assunto, que a princípio me veio em sonho: “Orar pela candidatura de Jair Bolsonaro”.  Creio que aquilo foi de Deus. Mas também me lembrei que Deus havia dado revelações a outras pessoas com o mesmo teor.  Em princípio tenho me esquivado de tocar no assunto, uma vez que pode caracterizar algum engajamento político ou mesmo algum interesse, o que não tenho.  Deus já tinha me dado, em outras ocasiões, a orientação de orar pelo Lula, como anteriormente pelo Brizola, quando se tornou governador do Rio de Janeiro, retornando de um “exílio”. O assunto específico era a definição do candidato a vice na chapa do Bolsonaro. E essa era a preocupação maior do partido, justamente onde a “guerra” se concentrou. As alianças com outros partidos políticos foi atacada e, juntamente, a escolha de um candidato viável para vice. E até agora, em que escrevo, não tenho notícias de uma solução nessa direção.
     Por que Deus teria se interessado em uma candidatura, dentre cerca de 15 candidatos ao todo?
     Desde que começou a trabalhar a sua candidatura, vários anos antes, o Bolsonaro tem pregado uma plataforma totalmente diferente dos demais políticos.  Ele tem se lembrado do regime militar e pregado que o país precisa de uma revolução moral, um choque de ordem. 
     O que está por trás disso tudo é na verdade uma guerra terrível, a mesma que tem enfrentado (e lá vencido) o presidente norte-americano Donald Trump. A maior parte da mídia, aliada  com todos os movimentos chamados sociais, movimentos de esquerda, o grande capital internacional, todos têm se unido, aqui também, nessa guerra contra a candidatura do Bolsonaro. As forças de esquerda lhe decretam verdadeiro ódio fulminante. E é preciso entender que não se trata da pessoa dele, mas a guerra é direcionada contra os valores que ele prega, como a família, contra a moral, contra o cristianismo, contra os valores pátrios e contra tudo que se refere a ordem e respeito às autoridades.
     Nos EUA costuma se denominar genericamente de “esquerdas” todos os envolvimentos a favor das drogas, do homossexualismo, do aborto, do ateísmo, do satanismo etc. E o Trump, um desacreditado bilionário tido como fanfarrão, após uma experiência de conversão durante a campanha, encampou a figura de liderança nesse combate da direita contra a esquerda. E tem vencido. Mas não por ele. Na verdade, desde cerca de 1996 os cristãos conservadores entenderam que deveriam orar pelo seu país, pelas eleições e pelo judiciário do seu país.  A maior ênfase foi na direção de que Deus levantasse um líder conservador, que fosse um anti-Obama.  Barack Obama, pretextando ter tido uma experiência cristã,  inicialmente se uniu a uma igreja evangélica, visando as eleições.  Pouco depois deixou a igreja, que nem muito evangélica era.  E Obama se tornou, à semelhança do ex-evangélico Elvis Presley, um líder dos “desviados do cristianismo”.
     As orações do povo evangélico norte-americano foram ouvidas.
     No Brasil foi notório que o PT tinha um projeto de poder, de se perpetuar, de mudar a idéia de cidadania.  E aparentemente foi conseguindo, formando maioria no executivo, legislativo e judiciário do país.  E continuaria, caso Deus não interviesse.  Mas por que Deus interveio?
     No Brasil não foram muitas nem muito convictas as orações evangélicas pela queda desse “regime” petista.  Na verdade, o povo de Deus estava mais atônito, (sem profecia) sem saber como agir. Dividido, sua força foi minada. Como exemplo, a Universal sempre apoiou os candidatos do PT e não por convicções esquerdistas. No meu entendimento, esse “regime” do PT só durou muito por falta de orações.  Mas foi atuação de Deus que o fez derrubar. E como instrumentos terrenos, usando a chamada Bancada Evangélica, com o Centrão conservador e o deputado Eduardo Cunha.
     Diferente dos EUA, o Brasil não teve uma origem cristã evangélica conservadora. Nossas histórias são muito diferentes.  Portanto, para que ocorra aqui o que teve lugar lá, o milagre tem que ser muito maior. Se a eleição de Donald Trump foi um milagre, pelas orações do povo de Deus, muito maior tem que ser o milagre de eleger um Bolsonaro no Brasil.
     Eu não tenho dúvidas de que Jair Bolsonaro representa uma esperança para os conservadores cristãos do Brasil, entre os quais nos encaixamos. E para os demais conservadores e saudosistas também.  Mas para que a sua candidatura se torne viável e represente solução para o país, ainda muito milagre tem que acontecer (antes das eleições). E nesse aspecto, a escolha do vice e a definição das coligações é fundamental.  Um Bolsonaro, sem as orações do povo de Deus, pode se transformar numa “granada militar” para o país.  A eleição democrática do Bolsonaro, que para acontecer, tem que representar uma vitória estrondosa, seria o efeito menos ruim para o  país.
     Em caso de derrota do Bolsonaro, a imensa massa de conservadores, militares e classe média do país, totalmente insatisfeita contra a corrupção, iria certamente para um confronto, criando no país uma verdadeira  “venezuelização”.  Confronto ou fuga (como na Venezuela).
     Para cumprir profecias dadas por Deus anteriormente, os confrontos armados entre direita e esquerda serão inevitáveis num futuro próximo do país.  O país se encaminhou para isso nos últimos governos. Os conservadores no poder e as esquerdas em convulsão.  Ou vice-versa.
     É motivo para orarmos.  O melhor é se ter um Bolsonaro bonzinho e cristão.  Pessoas que o apóiam não se contentariam em perder pacificamente.     Entende? 



segunda-feira, 11 de junho de 2018

MUITOS CRENTES NÃO SERÃO SALVOS


       A PORTA  É  ESTREITA  E  VAI  FECHAR
               
                                               Pr.  Érico  Rodolpho  Bussinger
                                              
                É sabido que o conhecimento da verdade, através da Bíblia é cumulativo. Isto é, cada vez que Deus dá alguma revelação específica a algum servo seu, a respeito de algum texto da Bíblia, isso fica já “sabido” para as próximas gerações. Cada geração tem mais conhecimento de Deus que todas as anteriores. Quanto ao aproveitamento individual desse conhecimento, já isso depende de cada um.
                Deus tem me dado, a respeito da Bíblia, certos entendimentos que eu não tinha visto antes e que creio ser de proveito para todos. Em alguns casos, só corroboram com a imensa massa de conhecimentos cristãos acumulados com o tempo. Em outros casos, se difere da usual interpretação cristã histórica. E isso creio que é revelação e dom de Deus.
                O Evangelho de Lucas contém, devido ao critério utilizado para ser escrito, alguns assuntos que não constam dos outros evangelhos sinóticos (Mateus e Marcos). Isso lhe é peculiar.
                Quero tecer comentários sobre a porta estreita, seu fechamento e a salvação dos crentes, baseado no texto de Lc.13:22-30. O seu conteúdo precisa ser bem compreendido, já que nos alerta para o perigo que, como crentes, corremos.
                O assunto do texto é sobre SALVAÇÃO, que foi a pergunta específica de alguém. Ele quis saber se serão muitos os que serão salvos. Em última análise, ele deveria se preocupar com a salvação dele e não com a quantidade geral de salvos. A resposta de Jesus foi clara, embora subentendida: Serão muito poucos os salvos. Mesmo dentre os crentes. “Esforçai-vos por entrar pela porta estreita...” A PORTA É ESTREITA. Isso significa o esforço que se tem que fazer para passar por ela. Entre as dificuldades, os nossos aspectos pessoais, como o morrer para o nosso eu, o que não é fácil  nem todos estão dispostos a isso. Mas a resposta de Jesus também nos dá uma idéia de aglomeração na porta da salvação, com uns atrapalhando os outros de entrarem. Como resultado, muitos (crentes que querem) não conseguirão entrar. E a porta vai se fechar antes que eles entrem. No meu entender, isso me fala das atividades das igrejas, onde as pessoas se distraem, pressionam umas às outras, com julgamentos, iras, desentendimentos, etc. Para conseguir entrar na porta estreita da salvação, onde muitos se aglomeram, a pessoa tem que entrar determinada, sem olhar para os empurrões dos outros. E muitos nas igrejas não fazem isso, mas ao contrário, ficam olhando para os outros.
                De acordo também com outras passagens da Bíblia, o fechamento da porta da salvação se  dará no Arrebatamento da Igreja, que será repentino, sem aviso prévio (1Ts.4:16,17). E segundo Lc.13:25 muitos (crentes) vão ficar do lado de fora, batendo em vão. Creio que foi assim que ocorreu também no dilúvio. E será também com os que ficarem para a Grande Tribulação. Esses crentes que ficarem vão alegar muita intimidade com o Senhor (“comíamos e bebíamos na tua presença...”-na igreja). Mas será em vão. Segundo o Senhor, não haverá uma outra oportunidade de salvação para esses crentes. E isso por decisão do Senhor mesmo, que alegará não conhecê-los (Lc.13:25,27), por causa do que eles praticam. É claro que o Senhor conhece a todas as pessoas. Mas a esses crentes rejeitados Ele dirá não saber donde são.
                O  destino desses crentes é muito claro, o lago de fogo e enxofre, onde haverá choro e ranger de dentes (conforme  Lc.13:28). O motivo de Jesus rejeitá-los é a prática de iniqüidades (v.27).
                Há uma linha de interpretação tradicional desse texto que atribui essa rejeição aos judeus que conviveram com o Jesus terreno. E tem sido muito aceita essa interpretação. Mas não confere com o restante do texto, uma vez que os judeus nunca quiseram bater à porta da salvação e mesmo quando o Arrebatamento ocorrer eles não sentirão falta dele. Embora os judeus também estejam incluídos na lista de “todos que praticam iniqüidades”, isso não exclui o restante do “todos”. Não estarão incluídos aqui os incrédulos, uma vez que eles nunca “comeram e beberam” com Jesus. Nem estarão batendo à porta da salvação após o Arrebatamento. SOMENTE OS CRENTES QUE FICAREM. E esse alerta diz respeito a nós também.
                Eu creio que o mais importante para nós nessas palavras do Senhor Jesus é a exortação a “nos esforçarmos” por entrar. A ênfase da pregação clássica e tradicional do cristianismo é sobre a GRAÇA. Mas nessas palavras do Senhor, entendemos que, mesmo sendo por GRAÇA, isso não dispensa o esforço para se livrar dos “empurrões” dos outros crentes (nas igrejas), para conseguir entrar.
                E no meu entender, o termômetro para sabermos se entramos é o conseguirmos “não viver na prática de iniqüidades” (v.27). E nisto entram as demais exortações bíblicas como Tg.2:24 e 1Co.3:13  (obras), bem como a participação dos demais irmãos na nossa salvação (Hb.10:25).
                O fato é que a porta (da salvação) continua estreita, apesar de muitas doutrinas quererem alargá-la.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

A QUEM VOCÊ OUVE MAIS ?


Algum “influencer” tomou o lugar do seu pastor?

por Alex Esteves


     Algum "influencer" tomou o lugar do seu pastor?
   
          Influenciadores digitais, também conhecidos como influencers, são formadores de opinião, pessoas que influenciam (daí o nome) por meio das redes e mídias sociais (Facebook, Youtube, Instagram, Twitter, entre outras). Seu apelo é mais forte entre jovens e adolescentes, segmento que anda sempre conectado, e que, em razão do seu estágio de desenvolvimento, se torna mais vulnerável ao “novo”, bem como a discursos e estilos alternativos.
     Existem hoje no Youtube canais evangélicos amplamente seguidos, assim como páginas do Facebook, contas do Twitter, fontes de informação (ou desinformação) com os quais o espectador acaba se envolvendo intensamente, e de onde extrai elementos para construir seu sistema de crenças, seu conjunto de princípios, valores e ideias – enfim, sua cosmovisão.
     É um dado da experiência a adesão de muitos crentes a influenciadores digitais os mais diversos, entre os quais se acha de tudo: bons téologos e líderes de igreja, meros especuladores, celebridades do movimento gospel, militantes esquerdistas disfarçados de pastores, comediantes que pensam ser pregadores, adolescentes que já se julgam aptos a orientar multidões, falsos mestres que ganham seguidores fomentando dúvidas quanto à autenticidade da Bíblia – a lista é grande e diversificada.
     Se, por um lado, as redes sociais contribuem muitíssimo para que se democratize a comunicação, não se pode negar um estado de franca desorientação de tantos e tantos usuários – lembre-se, caro leitor, de que estamos na Era da Informação, não na Era do Conhecimento. Além da dificuldade de compreender e discernir a origem, conteúdo e implicações do que é informado, muitos acabam reunindo, no mesmo repertório, ideias que se contradizem.
     Algumas das características da Era Pós-moderna são a falta de pertencimento, a fragmentação das relações sociais e institucionais, o pluralismo religioso e religiosidade sem religião. O Homem Pós-Moderno não acredita na verdade absoluta, e, diante de tantas possibilidades morais, filosóficas e religiosas, prefere agarrar-se ao dogma da tolerância, para não morrer de radicalismo ou de confusão mental. Nesse contexto, a internet exerce um papel fundamental na configuração de um mundo em que todos têm voz (até os idiotas), e em que sujeitos imaturos ou malignos passam a ser vistos como verdadeiros mestres para a vida.
     O relativismo ético, outro aspecto da pós-modernidade, adentra ao meio cristão com um discurso agradável de abertura e tolerância, um libelo contra a hipocrisia e o formalismo religioso – quem pode ser contra esta maravilhosa bandeira? – para, logo em seguida, plantar a semente do desprezo ao compromisso institucional, à autoridade pastoral e à hierarquia eclesiástica, passos céleres com destino à relativização da doutrina. E é isso o que alguns youtubers andam espalhando por meio de vídeos bem editados e uma promessa subjacente de despertamento de consciência.
     Em geral, o pastor de igreja prega e ensina por pouco tempo durante a semana, mas os influenciadores digitais, sempre a postos em vídeos, “textões” ou mensagens curtas, estão dominando mentes mais ou menos vulneráveis, mais ou menos críticas, mais ou menos amadurecidas.
     O crente multiconectado e multi-influenciado pode até estar fisicamente no culto, mas sua alma talvez esteja sob o “pastoreio” de algum mentor virtual. Criam-se, desse modo, diversas “tribos” dentro da mesma igreja, sem coesão doutrinária, sem teologia definida, sem conhecimento bíblico sistemático, sem identidade, sem firmeza na fé e sem verdadeira comunhão.
     O Ocidente vive um momento de crise de autoridade, o que, como reflexo do espírito da época, envolve todas as dimensões da vida: espiritual, familiar, social, religiosa, política, internacional. Ilude-se, porém, aquele que pensa estar totalmente livre quando rejeita as autoridades tradicionais.
     No caso do mundo evangélico, é possível que as consciências “emancipadas” pelo pluralismo virtual estejam apenas substituindo a autoridade do pastor (e das Escrituras) pelas opiniões de alguém cuja voz foi ampliada pelas redes, mas que não compartilha da fé herdada do cristianismo histórico e ortodoxo.
     O leitor consegue aquilatar o tamanho desse perigo?

quarta-feira, 25 de abril de 2018

FUNCIONAMENTO DE CÉLULAS NA IGREJA

QUAL O TAMANHO IDEAL DE UMA  CÉLULA
                                               Pr. Érico  Rodolpho  Bussinger
                                Em princípio, é bom conceituar uma célula.  Esse termo tem sido usado nos meios cristãos para designar uma pequena parte do corpo de Cristo (a sua Eklesia, Igreja), que tem vida.  Por exemplo, uma determinada empresa, ou negócio, tem em seu corpo de empregados 6 crentes, de diversas denominações evangélicas.  Eles até poderiam formar ali, no ambiente de trabalho, uma célula.  Mas em geral eles não o fazem. E é muito comum até desenvolverem sentimentos ruins uns para com os outros.  Mas se eles se unirem, se reunirem em nome de Jesus e começarem a atuar em favor da empresa e de seus funcionários, eles serão uma célula do corpo de Cristo ali, representando legitimamente a noiva de Cristo ali. Mas não é o que normalmente acontece.
               Em uma igreja “organizada” podem funcionar muitos grupos pequenos de crentes.  Mas não serão necessariamente uma célula.  Para que sejam uma célula do corpo de Cristo, é necessário que os participantes desses grupos tenham compromissos mútuos, estejam debaixo de liderança, reconheçam seus líderes como autoridades espirituais e esses líderes também estejam debaixo de autoridade do corpo de Cristo.
              Nas últimas décadas, e creio eu que fazendo parte dos propósitos de Deus para purificar a Sua noiva para o Arrebatamento, tem surgido muitos “métodos” de organização dos crentes em células nas igrejas (G12, M12, MDA, etc.).  Em geral, visando resultados (na maioria numéricos) esses métodos têm se baseado em experiências práticas, estabelecendo princípios que “dão certo”, ou “dão resultados”.  A regra geral, em todos eles, e que parece óbvia, é que o sistema tradicional de reuniões massificadas da igreja é muito inapropriado para se obter resultados de participação, envolvimento e crescimento numérico. Por exemplo, é comum existirem “igrejas” que passam 10, 20 ou 30 anos com o mesmo número de membros. Por vezes, o número até diminui. Tudo vira uma “rotina”, não mobiliza os crentes, que acabam se desanimando ou se desviando. É o sistema massificado, até hoje predominante nas igrejas no Brasil. Reuniões e mais reuniões, todos juntos no templo, muitos falam, cantam, oram, pregam, mas pouco resultado aparece.  Os métodos “renovadores” procuram fazer os crentes quererem participar de grupos pequenos.  Mas que não sejam tão pequenos, que os façam perder o foco, se desanimar ou desistir de se reunirem.
                Então, a pergunta, qual o tamanho ideal de um grupo pequeno ou uma célula?
                É evidente também que, se é desejável ver o crescimento do grupo ou célula, seus membros devem ser incentivados a buscarem outros. Um pastor  coreano presbiteriano, de uma igreja que na época tinha 35.000 membros, reconheceu que ele incentivava uma certa concorrência entre os diferentes grupos, quanto ao crescimento. Ele achava isso salutar. O MDA, um método muito difundido no Brasil, estabelece, pela prática, que uma célula deve ter de 6 a 15 membros. E não ultrapassar nunca o número de 16. Quando esse número é atingido, a divisão é obrigatória, chamada de multiplicação, por questões psicológicas. E se formam dois novos grupos, com 6 e 10 membros, por exemplo. E ambos vão continuar a se desenvolver, visando o aumento numérico e, se possível, também o crescimento espiritual de seus membros.
                Há um aspecto muito interessante nisso tudo. O Senhor Jesus disse que, “onde estiverem 2 ou 3 reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles” (Mt.18:20). O quorum mínimo para ser igreja é de 2 ou 3. Mas a condição é que estejam reunidos no nome do Senhor. Doutra forma não. Isto é o que a Bíblia estabelece. A prática, no entanto, vai mostrar que, em geral, esses 2 ou 3 não aumentam e também não conseguem desenvolver a seriedade necessária para que se reconheçam reunidos “em nome do Senhor”. A menos que o líder deles seja um obreiro experiente. Mas nesse caso, ele não se conterá só com a célula e vai querer dirigir uma reunião maior, não uma célula.   Reunir um número de 2 ou 3 não está errado. Entretanto, o número de 6 (sem estar baseado na Bíblia, mas apenas baseado em resultados práticos) tem se mostrado um “mínimo” realista para trazer seriedade à célula. Com um número pequeno, facilmente se descamba para conversas, opinionites e brincadeiras.
                Por outro lado, o número de 16 já é comprovado pela prática (pelo menos no Brasil) que é um limite para que se tenha tempo e oportunidade para que todos possam participar. Se o número de participantes for grande, em geral uns falarão muito, enquanto muitos ficarão inibidos e sem se expressarem, sem participarem, portanto.
                Entendendo os limites (isto é conhecer a natureza humana- Jo.2:25), vamos poder tirar mais proveito de nossas reuniões e atividades cristãs. Mas é necessário observar, analisar e estar pronto para modificações. É a recomendação do apóstolo Paulo: “Cada um veja como está edificando...1Co.3:10“.

                Procure você também entender esses princípios de sabedoria e se encaixar no corpo, de uma forma que você também possa produzir muito fruto (Jo.15:8) e frutos que permaneçam (Jo.15:16).

quinta-feira, 15 de março de 2018

CONSIDERAÇÃO PARA COM AS AUTORIDADES

TEMEI A DEUS, HONRAI AO REI (1Pe.2:17)
Pr.  Érico R. Bussinger
Eu me lembro do Reverendo Oliver Thomson, descrevendo em sua infância a visita do Rei (o rei da Inglaterra) à sua terra, a Escócia.  Era o maior acontecimento que poderia haver. Tudo parava. O respeito era tanto, que as pessoas se emocionavam quando da aproximação do soberano. Até o seu cavalo era respeitado. As crianças ficavam felizes como se tivessem presenciado a aparição do Cometa Halley. Ninguém ousava falar mal do seu rei. O respeito era profundo, geral e espontâneo. A alegria era incontida. E por muito tempo, não se falava em outra coisa, tal era a impressão que a presença do rei transmitia. E tudo isso só pelo fato dele ser REI, independente da sua atuação no governo (naquela época o rei ainda reinava).
No Brasil nós desconhecemos qualquer sentimento semelhante, por qualquer pessoa que seja, o que nos dificulta imaginarmos a impressão daquele quadro. Não há um brasileiro sequer, na atualidade, que desperte qualquer sentimento unânime, pelo menos de respeito. O único que conheci só o conseguiu depois de morto (Tancredo Neves). E rei mesmo, só de brincadeira, o “rei Pelé”, o “rei Roberto Carlos”, o “Rei Momo”, e outros.
No meu entender, isso é mau: muito mau mesmo! Se cremos que foi Deus quem “instituiu” toda “autoridade” (Romanos 13:1), cujo respeito aponta para a reverência ao próprio Deus (Romanos 13:5-6), então entendo eu que a falta de sensibilidade para com a “AUTORIDADE”, como enfatiza muito bem Watchman Nee, é um sinal evidente da degradação moral e espiritual de um povo, uma geração, ou mesmo uma nação.
Para mim, essa semente de desrespeito à autoridade, é antiga. No Éden, Satanás já fazia cócegas nos ouvidos da Eva, contra a autoridade de Deus e de Sua palavra. Os gregos se encarregaram de exacerbar, mais tarde, a ênfase no humanismo antropocêntrico. E a revolução francesa, abraçando os ideais do Renascimento, se encarregou de estabelecer definitivamente a “democracia”, solapando de uma vez por todas o fundamento da autoridade, soberania e privilégio dos governantes, que a partir de então, teriam que tirar o chapéu para os seus súditos, e não mais o contrário. Rei, dali por diante, só como decoração, para incentivar o turismo, como é comum na Europa!
Se o “rei” não é mais honrado (1 Pedro 2:17), também Deus não é mais temido. E do pecado se ri. É o que eu vejo em nossos dias, principalmente no Brasil. Se alguém quer ser difamado, criticado e desrespeitado, basta exercer alguma função de destaque ou de comando.
Onde ficará, então, o nosso testemunho, como cristãos? Vamos nos unir ao coro dos demais, ou demonstraremos um padrão diferente?
Será que o nosso testemunho pode ser coerente, apesar de “não honrarmos o rei”?  Ou seja, se os cristãos falam mal da autoridade, como vão evangelizar, chamar os pecadores para debaixo da autoridade de Jesus? E onde ficará nossa unidade como  corpo, condição “sine qua non” para que o mundo creia que Jesus foi enviado pelo Pai (João 17:21)? Unidade, sim, porque onde não há respeito e submissão aos líderes (pastores), não pode haver o sentimento de corpo, um dos maiores trunfos do cristianismo, justamente o que o distingue, na prática, das demais religiões.
Os cristãos não podem desprezar a sua melhor estratégia para se alcançar a meta de “que todo homem chegue ao conhecimento da verdade” 1 Timóteo 2:4, que é justamente INFLUENCIAR os GOVERNANTES (1 Timóteo 2:1-3). Como diz o texto, “isso é bom e agradável a Deus”, e, no entender do apóstolo Paulo, digno de toda prioridade (antes de tudo, do verso 1). Em outras palavras, começar “por cima” costuma ser melhor do que “por baixo”. Em termos de estratégia, isso é o que é bom, aos olhos de Deus. Mas, por que, então, aos Seus olhos, influenciar o “rei” é tão mais prioritário? Porque, entendo eu, Deus sabe (e é Ele mesmo quem os estabelece)  que em toda  nação, independente do sistema do governo, sempre há aquela “meia dúzia” de pessoas, às vezes, 3 ou 4, que de fato, detém a maior parcela de poder.  Esses, no meu entender, são o “rei” de fato. E, ganhando-os, toda a nação será abençoada (não necessariamente evangelizada). Mas a evangelização será, a partir daí, muito mais efetiva, e frutífera. Lembremo-nos do exemplo de Daniel, de Ester, de José do Egito, e de tantos outros, que exemplificam muito bem essa estratégia. No Brasil, na época do Regime Militar, os evangélicos exerceram uma grande influência sobre os Presidentes militares e, em conseqüência, o Evangelho teve um crescimento vertiginoso.
Sejamos sensíveis à questão da autoridade; e a nossa semeadura será mais proveitosa.

E honremos o “rei”, ou seja, toda autoridade constituída, na nação ou na igreja.  O nosso temor a Deus ficará mais fácil. A nossa colheita, então, será mais abundante.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

MARAVILHAS PROSSEGUEM NOS RETIROS

RETIRO ESPIRITUAL  2018                SÍTIO RAMÁ
                                  Pr.  Érico  R.  Bussinger
Local:  SÍTIO RAMÁ – LUMIAR – NOVA FRIBURGO – RJ
Época: 9 a 14 de fevereiro de 2018
Tema Geral:  “Eis que cedo venho...” Ap.22:12

     Para mim tem sido um desafio descrever os resultados e conseqüências desses retiros espirituais, uma vez que toda a nossa Comunidade Ramá depende deles e sobre eles tem sido embasada e edificada.  Os retiros são onde os líderes são chamados, batizados no ES, treinados e reconhecidos. Os demais irmãos também tem sido edificados, instruídos, renovados e enchidos do ES nesses retiros. Muitos casamentos também começam ali. Muitas conversões e reconciliações têm ali o seu lugar. Batismos nas águas também. Muitas curas e milagres.
     Pessoalmente, para mim, cada retiro tem sido melhor que os anteriores, sinal de que estamos verdadeiramente andando para frente. Quanto à quantidade de pessoas, também tem aumentado sempre. Nos últimos retiros temos trabalhado sempre na capacidade máxima de lotação. Mas agora mais irmãos estão descobrindo as pousadas alternativas da região e lá se instalado. E por fim, cada vez mais irmãos de outras congregações têm vindo estar conosco e professar nossa unidade no Espírito.

     Ministraram, além de nós, cerca de 12 pastores e líderes reconhecidos no meio cristão. Isto tem aumentado a abrangência dos ensinos e seus resultados. O sobrenatural tem sido sempre presente. Até mesmo o clima, gerido pelo Senhor, nos propiciou um Retiro com tempo bom, contrariando os dias anteriores, de grandes chuvas, bem como a mesma previsão para os dias do Retiro. A única chuva que veio, rala, foi somente durante o batismo dos irmãos nas águas, como uma confirmação do Céu. E parou logo que o batismo terminou. Aleluia.

     Sobre o tema geral, Deus nos quis enfatizar a necessidade de apurarmos nossa santidade e nossa estratégia de ação, visando nos prepararmos e aos demais irmãos também para a Sua vinda, bem como para enfrentarmos a fase difícil da chamada “CRISE BRASILEIRA”, ou  conceituando melhor, esta época específica de JUÍZO de DEUS sobre o Seu povo no Brasil
     Irado com Seu povo desatento, sem santidade, pregando e vivendo um Evangelho distorcido, Deus entendeu de agir com rigor, visando peneirar a Eklesia, para prepará-la para o Arrebatamento.  Em muitos países, a ação de Deus se faz sentir na mesma direção: sejam os refugiados sírios, os perseguidos pelo Comunismo, pelo Islamismo ou mesmo no mundo ocidental aqueles perseguidos pelo espírito do Anti-Cristo, o Senhor é soberano para enviar à eklesia a tribulação mais apropriada aos seus fins, quais sejam, as ações de preparação da Noiva para o encontro do Noivo.
     No Brasil, o Evangelho se alastrou, se diluiu, fugiu do foco e da pureza exigidas e se descaracterizou de tal modo, que bem pode se assemelhar ao Israel do cap.1 de Isaías ou mesmo aos crentes condenados por Deus de Sof.1:5,6. Seguindo a Teologia de massificação de Ez.33:24-28, o povo de Deus no Brasil caminha para o mesmo fim.

     Em meio a esta realidade e à luz das Profecias, Deus entendeu de nos alertar, neste Retiro, orientar e fortalecer para estarmos fazendo a diferença na intercessão a favor da eklesia e do país, segundo 2Cr.7:14.

     Como líder e organizador do Retiro, não posso deixar de me quedar maravilhado ante o que Deus realizou, tanto individualmente, quanto coletivamente e em pról da unidade do Seu povo. Aleluias e glórias sempre ao Senhor.

Amém ! E louve conosco o Senhor, que mais uma vez nos tem conduzido em triunfo.  
    

Obs.: Sobre o conteúdo das ministrações, em áudio e vídeo, pode procurar em nossos canais: WWW.webradiorama.com   .

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

NOVELA DA RECORD

     ANALISE  e  COMENTE

Arrebatamento bate recorde de audiência

Assunto ficou entre os mais comentados nas redes sociais

por Jarbas Aragão
Capítulo sobre Arrebatamento faz Apocalipse bater recorde de audiência
     O capítulo da novela Apocalipse que mostrou o Arrebatamento, exibido na noite desta terça-feira (6), conseguiu dar à novela seu recorde de audiência desde a estreia, mostrando que o assunto atrai a atenção das pessoas. Também chegou a ser o assunto mais comentado do Twitter no Brasil, ficando nos trending topics do mundo por algumas horas.
     Parte dos personagens da trama bíblica, inclusive todas as crianças do mundo, sumiram ao mesmo tempo, deixando o mundo em um cenário de caos. Apesar das críticas, a Record teve uma grande oportunidade de abordar um assunto que não é amplamente conhecido fora de alguns círculos evangélicos. A visão pré-tribulacionista da novela é a mesma defendida pela maioria das igrejas evangélicas no país, dando conta que os salvos serão poupados do período da “Grande Tribulação”, que terá 3 anos e meio de uma falsa paz e 3 anos e meio de guerras e de um sofrimento da humanidade nunca visto na história.
     A cena durou cerca de 10 minutos e intercalou imagens de pessoas desparecendo com a exibição de uma série de versículos bíblicos sobre o assunto. A edição de imagens mostrou pessoas aceitando a Jesus no último segundo antes do Arrebatamento. Também teve vários efeitos especiais, como a queda de um avião e de um helicóptero.
     A novela vinha amargando índices baixos, mas o capítulo 56 deixou a Record empatada com o SBT em segundo lugar. Segundo a prévia do Ibope, no entanto, Apocalipse registrou 10 pontos de média, com 11 de pico. No mesmo horário, o canal de Silvio Santos ficou com 10,2. A Globo permaneceu em um distante primeiro, com 35,5 pontos.
Na semana de estreia, a audiência atingiu seu ápice com 9 pontos nos quatro primeiros capítulos, chegando a 10 em três da segunda semana. Mas de lá para cá, ficou bem abaixo disso.
     A novela escrita por Vivian de Oliveira entrará em sua segunda fase, com a ascensão do Anticristo, vivido por Sergio Marone. Nos últimos segundos do capítulo, ele aparece olhando para a câmera e diz: “Chegou a minha hora”.

A partir de agora será praticamente um novo folhetim, já que a maioria dos personagens centrais desapareceu.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

NOVA  FM 105,5

     É com grande prazer e responsabilidade que comunico a integração à nossa rede ministerial da NOVA FM 105,5 .
    Transmitindo de Niterói, em som stereo, a NOVA FM 105,5 levará ao ar toda a programação da nossa WEB RÁDIO RAMÁ, que deverá ser enriquecida ainda com novos programas de várias entidades e igrejas. Estaremos caminhando mais intensamente na direção de despertar o povo de Deus, buscar aperfeiçoar a nossa unidade no Senhor e ganhar almas para o Reino de Deus.
     Que você nos acompanhe em toda a enriquecedora programação, nos ajude a divulgá-la, ore por este ministério e pelas almas alcançadas.

                                       PR.  Érico  Rodolpho  Bussinger
                                                            Niterói, 01 fevereiro 2018

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

A LEI NA FORMA DE MANDAMENTOS E A SALVAÇÃO

                        A  LEI     
             PR.  Érico  Rodolpho  Bussinger
     A rigor, toda a Bíblia não é uma receita de bolo.  No Novo Testamento não se pode fazer uma lista do que vem a ser considerado pecado (beber, fumar, não se casar oficialmente, etc.).  Pois o único meio de convencer o homem do pecado é o Espírito Santo atuar (Jo.16:8). Nunca nós mesmos ou outra pessoa, ou mesmo uma lista feita pela Igreja.  E pode ocorrer que para um crente o Espírito Santo o convença de que determinada atitude é pecaminosa, enquanto que para outra pessoa a mesma atitude não é considerada como tal.  “Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos...” (Rm.11:33). Ou seja, não se cumpre a Lei mecanicamente, como que seguindo alguns mandamentos formais.  Não se vai conseguir. Para agradar a Deus é necessário ter a Lei no coração. Para cumpri-la.  Mas é mesmo necessário cumprir a Lei?  Afinal, o que é a Lei de Deus?
     Lei é um padrão.  Lei é estabelecida por quem tem o poder de estabelecê-la e fazê-la cumprir. Leis dos homens também são para serem cumpridas. Uma lei pode ser dada de diversas maneiras.
     Encontramos na Bíblia que a Lei escrita na forma de mandamentos ( chamada Lei de Moisés) só foi dada assim por Deus, porque foi pedida pelos israelitas (Ex.19:8).  Eles rejeitaram a Lei através do contacto direto com Deus (Ex.20:19). E pediram uma Lei escrita.  Na verdade a Lei é um padrão, que pode ser entendido ou visualizado de diversas maneiras.  No Éden a Lei seria dada pelo próprio Deus, segundo a necessidade. Passo a passo. Em Jesus a Lei é ilustrada, pela sua vida (Hb.1:2).  Em nosso tempo a lei (o padrão) é colocada dentro de nós pelo Espírito Santo.  A Lei escrita na forma de mandamentos (os judeus catalogam ao todo no Antigo Testamento 613 mandamentos) foi dada como um “aio”, para ajudar e não para confundir.  Sem estar no “espírito da Lei” (tendo o Espírito Santo) é impossível se cumpri-la.  É impossível ao ser humano cumprir toda a letra da Lei (Rm.3:10,23).  E hoje podemos dizer também que sem Jesus ninguém cumpre a Lei de Deus. 
     O Senhor Jesus não veio nos “ajudar” a cumprir a Lei.  Ele a cumpriu por nós e em conseqüência nos “imputa justiça” (2Co.5:19 e Rm.4:5,24), ao invés de tão somente nos “ajudar” a buscá-la (a nossa justiça própria), baseados nos mandamentos da Lei (inclusive o sábado).
     Para quem está em Cristo já não há qualquer condenação por parte da Lei (Rm.8:1), uma vez que Jesus, ao morrer, a cumpriu por nós e nos delegou os méritos de Sua morte, pela graça, cumprindo portanto toda a Lei por nós. Aleluia.  Bom para quem está em Cristo.  E o que é estar ou permanecer em Cristo?  Bom, isso é outro assunto !!!
     Cuidado e reverência ao ler o Antigo Testamento!
     Este é mais um exemplo da finalidade da Lei. Ela é perfeita em mostrar o que deve ser cumprido, se alguém o quiser.  Mas ela não ajuda ninguém a cumpri-la  (Rm.7:10).
     Há muitas passagens no Antigo Testamento que nos deixam dúvidas. Por exemplo, quando Deus afirma que alguém que descumprisse certos preceitos seria eliminado do seu povo (Lv.17:14).  O que isto significava? Quem deveria eliminar a pessoa errada?  O povo ou o próprio Deus?   Na expiação dos pecados (não por atrevimento) no Antigo Testamento havia a necessidade de derramamento do sangue de um animal inocente (Lev.17:11). E quem deseja cumprir a Lei segundo os mandamentos do Antigo Testamento (como os judeus), como vai fazê-lo sem derramamento de sangue?  Não será expiado aquele pecado. Não haverá perdão. Não somos justificados pela Lei do Antigo Testamento.
     Não nos deixemos confundir. A Lei de Deus é um padrão que não passou nem passará (Mt.5:18).  A Lei na forma de mandamentos (do Antigo Testamento) nos serviu de aio (ajuda) – Gl.3:24. Mas ela não é eficaz para remover nossos pecados. Somente o sangue de Jesus. Que é suficiente (Ef.1:7). Não se deixe confundir pelo Antigo Testamento, que deve ser estudado como ajuda e símbolos (Hb.10:1). Mas o que nos justifica e salva é somente o sangue de Jesus, que é eficaz e suficiente. Mas a pessoa tem que estar em Jesus, de tal forma que Ele lhe seja SENHOR. Caso contrário não será salvador. Ou seja, não há salvação sem se ser servo do SENHOR Jesus (Rm.10:9,10).
     Um bom termômetro para se ter certeza da salvação é se ser servo de Jesus (Rm.6:18), ser guiado pelo Espírito Santo (Rm.8:14)  e conseguir amar os irmãos (Rm.13:10). Você está seguro quanto a estes pontos?

     Deus nos ajude a entender esses princípios tão importantes quanto à LEI.