domingo, 19 de abril de 2020

FAZENDO PROPAGANDA DA IGREJA


PRINCÍPIO  DA  PUBLICIDADE
     Em Mt.12:15-21 lemos a respeito de muitos feitos que Jesus realizou, a respeito dos quais pediu que os discípulos não ficassem divulgando. A razão exposta no texto era de que a profecia se cumprisse. E passa a citar literalmente a profecia de Is.42:1-4.
     Entendemos que isto se torna um princípio para nós cristãos, quanto ao que fazemos. Não devemos tocar trombeta, como os fariseus, isto é, não ficarmos divulgando o feito em público, em cultos e em redes sociais da internet.  Ocorre que a divulgação dos feitos notáveis, como quantidade grande de pessoas em reuniões, milagres realizados, pessoas decididas, etc. tem sido a constante nas bravatas de líderes cristãos, a favor dos seus ministérios. Mas isso não é de Deus. O Senhor diz para a mão direita não contar à mão esquerda o que faz, o homem guardar segredo à sua esposa, a oração ser em secreto no quarto e não de público. E tantas outras referências que nos mostram quantas razões devemos guardar a sós, entre nós e Deus.
     Estamos vivendo uma época em que não devemos alardear nossos feitos. Isso atrai os olhos invejosos  e acusadores. Uma pessoa estranha numa célula atrapalha todo o funcionamento da mesma. Uma pessoa “carregada” atrapalha toda uma reunião. Um Acã põe todo um exército a perder. Um espia no nosso meio pode nos denunciar.
     Deus quer nos ensinar a contar as coisas a quem de direito. O pastor conta aos líderes e estes a cada um de seus liderados. Entendo que é chegada a hora de não ficarmos publicando e propagandeando nossas reuniões. Nem precisa. Quem vem é que foi contactado pessoalmente. Esse tipo de gente é o melhor. Chegamos ao momento de vermos que desvantagem é ter o templo de “cara na rua”. Isso sempre foi desejado para tentar pescar algum peixe desavisado que passe pela rua. Hoje nós vemos que é exatamente pela rua que vêm todas as acusações, as espionagens, os problemáticos, arranjadores de confusão e os dedo-duros. Nunca se imaginou uma época como esta em que todos os templos “de cara na rua” ficariam fechados.  Até quando?
     Lembremos que o nosso Senhor Jesus está voltando. Paz!

sábado, 11 de abril de 2020

PANDEMIA É ARMA PARA O ANTI-CRISTO


                                           TEMPOS  DIFÍCEIS
                                                         Pr.  Érico  R.  Bussinger
              O Senhor nos adverte, a nós Seu povo, de que nos últimos dias sobreviriam “tempos difíceis” (2Tm.3:1). É claro que pensamos mais na continuação do texto, que caracteriza a maldade da maioria dos seres humanos, que não quer saber de Deus. E nós estamos vivenciando todo o cumprimento disso. Mas com toda certeza nunca esperávamos alto tão rápido como uma PANDEMIA, causada por um vírus tão poderoso e demolidor. Não pela sua letalidade em si, porém muito mais pela sua capacidade de se adaptar e se alastrar. O mundo todo atingido e sacudido. A Economia começando a virar um caos. E em conseqüência, pessoas entrando em pânico e o pior, querendo levar os outros também ao pânico, quais desesperados se afogando. Direitos sendo suprimidos, como o de “ir e vir”. Pessoas sendo obrigadas a ficarem presas em suas casas. Aglomerações proibidas. E o mais óbvio, talvez o objetivo maior dessas ações, as igrejas sendo fechadas e seus cultos proibidos.
                                           UM ANTI-CRISTO
              Um filósofo italiano, pensador de esquerda, chamado Giorgio Agamben, saudou o que ele chamou de “invenção da pandemia”, como o maior golpe estratégico para se criar um estado de exceção. E afirmo eu, abrir caminho mais rápido para o poder e o cancelamento das liberdades individuais, agilizando o controle das pessoas. Segundo ele, nem de longe as ações terroristas, até então a melhor arma das esquerdas nessa direção, se poderiam comparar. O caminho está aberto. A mente das pessoas está dominada. O controle das liberdades individuais está garantido, por uma ampla maioria da opinião pública. Isto é o anseio dos grandes líderes mundiais: um governo forte.  Um líder só e carismático. E quando ele vier, o mundo todo o receberá, as pandemias (“inventadas”) se acabarão. Os problemas econômicos (criados) também. O terrorismo se acabará. O mundo todo dirá: “PAZ. PAZ.”
                                           O  ARREBATAMENTO
              Todo cristão sabe das profecias bíblicas que estarão se cumprindo com esse quadro. O Anti-Cristo e a Grande Tribulação, que de tribulação não terá nada no início, já que toda tribulação do mundo é hoje “fabricada”, por causa dos cristãos (Jo.16:33). E quando, num abrir e fechar de olhos (1Co.15:51,52), eles forem “retirados” da Terra (no Arrebatamento), em princípio o mundo gozará de uma agradável paz e as pessoas saberão o porquê e quem foram os culpados por tudo de mal que ocorreu no mundo, os cristãos.
                                           OS CRISTÃOS  NA  PANDEMIA
              Por ora, a grande parte da opinião pública mundial está com os olhos voltados contra as igrejas, entendendo o seu funcionamento como não essencial e os cristãos como sendo pessoas não colaboradoras para a solução dos problemas mundiais. Ora, pensam, se a pandemia vai passar e isso é só uma privação temporária, as igrejas deveriam colaborar, aceitando serem fechadas, visando não espalhar mais o vírus. Só que a pandemia não vai passar tão depressa e ninguém sabe quando será. Cada vez mais os cristãos vão sendo segregados, em todo o mundo (Jo.15:18).
              E o que nós cristãos devemos fazer? Como devemos agir?
1)           Em 2Pe.3:11-13 Deus nos exorta, quando virmos os sinais se cumprindo, a nos apressarmos para a Sua vinda, mediante a santificação e a piedade. Santificação, hoje, significa não ficar muito ligado às notícias e aos acontecimentos gerais, para nos ocuparmos mais com Deus e os Seus. Piedade significa uma vida dedicada a Deus e ocupada com o que Jesus nos ordenou (Mc.16:15): o “Ide por todo o mundo, pregar o Evangelho” e o discipulado (Mt.28:18-20), ensinando aos outros a praticar o mesmo, obedecendo ao Senhor e não à mídia e ao espírito do Anti-Cristo no mundo.
2)           A prática da Religião Verdadeira também não foi abolida pelo Senhor (Tg.1:27). Os cristãos devem continuar a visitar os mais necessitados e carentes, principalmente para lhes levar a comunhão do corpo de Cristo, o amor.
3)           E também não podemos nos esquecer de Hb.10:25 – “Não deixemos de congregar-nos...” E isso tanto mais quanto vemos que a nossa redenção se aproxima. Agora, então, devemos nos congregar muito mais ainda. Como?
              Alguns princípios bíblicos devem ser lembrados sempre por nós, como o considerarmos com amor os irmãos mais fracos. Quem é fraco, num momento desses, senão o irmão que adora mais o CORONAVÍRUS do que Deus? E dá mais culto ao Álcool Gel que ao Senhor? Que entra em pânico, ao invés de perseverar na fé? Mas eles também são irmãos e, portanto, devemos tratá-los com amor. Mas não para discutir opiniões. Em Rm.8:28 somo ensinados que nada, absolutamente nada, nos ocorrerá se não for da vontade de Deus. Inclusive pegar a COVID 19. Calma!
              O Senhor também nos manda nos submetermos às autoridades constituídas (Rm.13:1). E no Brasil de nossos dias, em que vige uma forte crise institucional, a qual autoridade devemos nos submeter? Os apóstolos Pedro e João nos deixaram uma orientação (At.4:19): “Julgai se é justo ouvirmos antes a vós do que a Deus?” Em primeiro lugar, vamos obedecer a Deus, que nos manda evangelizar, discipular e congregar. E as ordens das autoridades? Sempre que não nos impedirem de fazermos a obra de Deus, obedecê-las-emos. Mas nunca resistindo às autoridades (Rm.13:2). Quando nos impedirem de pregar o Evangelho em algum lugar, façamos como o apóstolo Paulo, indo pregar em outro lugar. Mas nunca parando. A OBRA DE DEUS NÃO PODE PARAR. Mas e se houver punições? Recebamo-las, mas nunca parando a obra de Deus.
              A obra de Deus é só  “fazer reuniões na igreja”?  Não, não e não. Se pudermos, continuemos a fazer os cultos gerais. Se não pudermos, reunamo-nos em grupos. Se não nos for possível reunirmos abertamente, façamo-lo a portas fechadas, como a igreja subterrânea nos países comunistas. Reunamo-nos em células. Elas não podem parar.
              E aos líderes, não deixem de estar em contacto, mesmo virtual, com cada um de seus liderados, pelo menos uma vez por semana. E a cada cristão, procure seu líder, ou sua líder, pelo menos uma vez por semana, para receber alimento, orientação, dar relatório da sua vida, confessar seus pecados etc. Isto é comunhão. Principalmente nos dias atuais.
              E lembre-se sempre e diga: “MARANATHA”!!! (Vem logo, Senhor Jesus).  O Senhor Jesus está voltando para buscar os Seus.      NÃO QUEIRA FICAR!  PAZ!

domingo, 22 de março de 2020

APRENDENDO A PROFETIZAR


ESCOLA de  PROFETAS:
                                           Pr. Érico R. Bussinger
     O termo RAMÁ tem sua origem na cidade natal de Samuel, onde ele criou a sua Escola de Profetas. Criamos um grupo de whatsapp para profetas também. O termo profeta usamos genericamente para enquadrar os que têm simplesmente o dom de profecia, para os que têm e exercem ministério de profetizar e os que são considerados profetas, dentro do grupo de ministérios básicos na Igreja (Ef.4:11,12).  A profecia de um profeta aprovado tem mais peso de credibilidade.
     Como não há regulamentação do exercício de profetas normalmente nas igrejas, estamos tentando fazê-lo, à luz de 1Co.14:29 - “Quanto a profetas, falem 2 ou 3 e os outros julguem.” É exatamente  essa função de julgamento e discernimento que queremos aprender. Por isso é uma Escola de Profetas. Em princípio, é somente para quem tem dom de profecia. E o propósito é entregarmos para os pastores e líderes as profecias que são confirmadas, portanto certamente provenientes de Deus e apropriadamente discernidas para poderem ser úteis à igreja, como um balizamento seguro de Deus.
     “Aquele que tem sonho, conte-o apenas como sonho. Mas aquele com quem está a minha palavra, fale-a com verdade. Que tem a palha com o trigo? - diz o Senhor. Não é a minha palavra fogo, diz o Senhor, e martelo que esmiúça a pedra?” Jer.23:28,29 . Aqui está o ponto mais difícil e onde se discerne o verdadeiro dom e o verdadeiro ministério de profecia. Há muitos crentes contando sonhos. E muitos querendo sonhar. Mas o que nos importa é o que Deus fala. E nisto não pode haver “som incerto.”
     A garantia que temos nós, cristãos, de não sermos enganados, reside justamente no julgamento e confirmação dos outros profetas. E é o que queremos buscar. Afinal, ter a certeza: foi Deus mesmo que falou? O que Ele está nos dizendo?
     Este é o propósito da Escola de Profetas. No caso, de Ramá.

CORONAVÍRUS É SÓ O COMEÇO


       AS BÊNÇÃOS QUE O CORONAVÍRUS TRAZ À IGREJA
                                                                                     Pr.  Érico Rodolpho Bussinger
     O ser humano é facilmente influenciável pelo seu meio circundante, pelo estilo de vida dos que o cercam. É um ser sociável. E esta é a razão pela qual, nos dias de Noé, Deus viu toda a raça humana como má e decaída (Gen.6:5), havendo apenas um homem, dentre toda a humanidade, passível de ser recuperado, quando nele fosse aplicada a graça de Deus (Gen.6:8). Nos dias de Jeremias, o profeta, Deus procurou (além de Jeremias) e não achou nenhum (Jer.5:1; Ez.22:30). O ser humano é influenciável e facilmente se mistura com os demais, se afastando de uma posição dada por Deus. Nos últimos tempos (nossos dias) o Senhor Jesus disse que a maldade (inclusive nos crentes) estaria tão arraigada, que dificilmente, quando Ele vier, achará fé na terra, bem como o amor haveria de se esfriar de praticamente todos, inclusive crentes (Mt.24:12).
     Mas apesar de todo cristão ter a tendência de se misturar com o mundo, o noivo Jesus continua a querer levar para si uma noiva pura, constituída de crentes purificados e embranquecidos no sangue dele (Ap.7:13,14). E é-nos evidente que, para purificá-los até a brancura padrão, muita tribulação terão de passar. Eu acredito que o tempo em que estamos vivendo no ano 2020 talvez seja uma das épocas da História Cristã de maior perseguição aos cristãos no mundo. Esta afirmação parece ser um pouco estranha para quem vive no Brasil, país que desconhece perseguição ao cristianismo e onde o padrão de santidade vigente nas igrejas chamadas evangélicas parece ser dos mais frouxos e as portas evangélicas parecem ser das mais largas na História. Nunca parece ter sido tão fácil ser crente como hoje no Brasil. Será?
     Com toda certeza, Deus é o mesmo e seu padrão também. Ele não exige um padrão de sacrifício no Brasil e outro na Rússia, na China, no Irã, na Coréia do Norte. Por que, para ser cristão nesses países (que hoje são maioria no mundo) é tão mais difícil e no Brasil é tão fácil? Para mim a explicação é que esses “cristãos fáceis” do Brasil não serão salvos, porque são mornos (Ap.3:15,16).  Só poderão vir a se salvar caso se purifiquem pelo fogo (Ap.3:17,18). Fogo é perseguição e sofrimento. Como eu creio na intenção de Deus em ainda salvar muitos no Brasil, Ele os há de fazer passar pelo fogo no Brasil, até que se purifiquem, como ouro refinado. E é o que vai acontecer. A Profecia “Sangue em Sólo Brasileiro” vai se cumprir, uma época de muita provação e mortes no Brasil.
     Tem havido muitas revelações ultimamente, pelas quais (daí a importância das confirmações), essa época de caos, sofrimentos, confrontações e mortes no Brasil vai acontecer muito brevemente. Como o Arrebatamento da Igreja também. O propósito de Deus, portanto, é purificar a noiva de Cristo no Brasil até ficar alva como a neve.  Como falta muita sujeira para sair, acredito que o chacoalhar vai ser muito forte e as mortes também serão muitas.
     E para cumprimento desse propósito de Deus, o CORONAVÍRUS  é um ótimo “João Batista”, um bom precursor. Como nos prega esse vírus!!!! Ele já começa a filtrar os crentes verdadeiros, antes que venha o fogo. Por exemplo, como pode ser salvo um crente que relaxa seu compromisso com o Senhor ante a simples ameaça de um vírus? O que ele faria diante de uma ameaça forte? Como se manteria fiel a Deus?
     Aproveitemos a quarentena do CORONAVÍRUS para examinar as bases da nossa fé, revermos nossa ligação com o Senhor e nos consertarmos já com Ele, antes que venham os dias maus.
     Que o nosso desejo de sermos salvos e arrebatados seja muito maior e mais intenso do que o medo de pegar uma doença pelo CORONAVÍRUS!!!!     Examine-se agora, enquanto é tempo!


quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

NOSSO GRANDE INIIMIGO, O PECADO


VENCENDO O PECADO!

     A natureza humana é sempre a mesma e temos que vencer os processos identificados de contaminação na nossa vida.

1 - Identificar o que a carne quer, pra podermos negar e em contra partida escolher fazer a vontade de Deus.
Toda queda que tivemos é didática, pra nos ensinar onde temos que vencer.

2 - Tem que nos separar da fonte da tentação, pois nós conhecemos o nosso pecado e o nosso pecado nos conhece, e quando não temos o cuidado de sair de perto do pecado, vamos acabar caindo porque não fomos sábios frente ao pecado.
     Uma pessoa que vive pecando no mesmo pecado é porque não se arrependeu direito, por isso a necessidade da confissão.!!! Dizer todos os detalhes, o que a pessoa pensou na hora, como foi, o que a pessoa sentiu... tudo isso para fazer a pessoa se lembrar e ela poder entender e ver como foi que ela caiu.

3 - Se houver algum pecado, deve ser confessado imediatamente pra não contaminar o ambiente.

À conclusão é simples: saia de perto do que é fonte de pecado.

     Fuja do pecado e da sedução, pra que depois não arque com as conseqüências, o que irá inevitavelmente nos afastar de Deus!
     A pessoa que é de Deus se afasta dessas coisas, pois nós sabemos o poder destruidor do pecado, principalmente do pecado sexual.

Trecho da pregação do pr Érico Bussinger
Transcrito por Pr Carlos Henrique

quarta-feira, 20 de novembro de 2019


ORAÇÃO  MODERNA  DO  FARISEU
                                                         Pr.  Érico  Rodolpho  Bussinger
     Quando Jesus falou a parábola dos dois homens que oravam, Ele focou a oração do fariseu (Lc.18:9-12),  que em resumo agradecia a Deus pelo que ele era, diferente dos outros homens, na verdade alguém especial. Isto porque ele seguia a religião, fazia jejum para Deus, andava na lei e dava o dízimo.
     O veredito de Jesus sobre esse homem religioso é duro: Esse não é o caminho para a justificação (Lc.18:14). Ou seja, é vão e é uma perda de tempo seguir a religião assim. O alerta fica para todos nós.
     Numa contextualização para nossos dias, a oração do fariseu  poderia ser uma oração assim?
Leia:
     Esses dias eu tenho observado a minha vida e eu quase não consigo acreditar nela. Deus é tão bom comigo. O amor dEle por mim tem me constrangido. Eu tenho me questionado diariamente porque tanto amor, porque tanta generosidade, porque tanta entregar, porque tanto cuidado e porque comigo? Pai, eu olho ao redor e te vejo em tudo. Em cada detalhe da minha vida.
     Em cada benção e em cada dificuldade. Te vejo até em meio ao caos e me alivia saber que eu realmente não tenho controle de absolutamente nada. O controle é todo Teu. É inevitável chorar porque toda essa gratidão não cabe aqui dentro e inunda meu ser. Tudo o que eu sou ama tudo o que você é. É um amor tão grande o que sinto que quase me assusta, não se compara a nada. E se o meu amor por Você é assim o quão perfeito e inalcançável é o Teu amor por mim. Mesmo sem eu merecer.
     Eu sonho com o dia em que vou sentar do Seu lado, fisicamente, vou sentir o Seu calor, Teu cheiro e vou poder admirar Sua beleza e segurar na Tua mão. Vamos até quem sabe tomar um sorvete sentados em algum lugar. Numa nuvem seria bem adequado. Juntos vamos relembrar toda a minha trajetória ao Teu lado, desde o meu primeiro dia aqui na Terra. Vamos recordar todos os caminhos por onde Você me levou e me guiou, todas as portas que você abriu, todos os milagres que operou, todos os desertos, todas as minhas teimosias, todos os meus erros e acertos.
     Todas as vezes que você se orgulhou de mim me observando viver e tomando decisões e posicionamentos de acordo com o Teu coração. Todas as vezes que se entristeceu quando fiz algo que te ofendesse e que me senti extremamente culpada até lembrar que seu amor por mim é incondicional e imutável e que você sempre me daria uma nova chance e um novo incentivo. Você vai me contar sobre todas as batalhas que lutou por mim e eu nem imaginava.
     Vai me contar de tudo o que me livrou enquanto eu sofria pelo o que havia perdido. Vamos lembrar das vezes que Te fiz praticamente desenhar pra mim o que eu tinha tanta dificuldade de ver, entender e aceitar.E também das minhas tempestades em copos d’água quando não entendia seus caminhos e ficava confusa, insegura e com medo, mas no final sempre me surpreendia com o motivo de tudo e com o seu plano que era sempre melhor do que o meu.
     Vou te agradecer incansavelmente por tudo, por tanto. Vamos dar boas risadas, vou te dar o meu melhor abraço e descansar no seu colo recebendo seu carinho. Que sonho bom, paizinho! Eu não tenho pressa pra te encontrar dessa forma e sei que nem Você, pois ainda preciso de muito tempo por aqui para ver todas as promessas que Você me dez se cumprindo, pra te servir e contribuir com os Teus planos, pra ver todos os nossos sonhos se realizando, pra presenciar e celebrar toda a Sua graça e glória, mas saiba que sonho com esse nosso encontro.
     Pouco me importa se muitos vão dizer que não será assim. Eu gosto de imaginar esse reencontro exatamente desse jeito. Alguns dias tenho vontade de gritar pro mundo o quanto amo meu Pai, que também é mãe, que também é meu melhor amigo, meu irmão, meu noivo, meu parceiro. O grande amor da minha vida. E que sem Ele eu nada seria e nada teria. E que nem sei se isso faz algum sentido, mas que sinto saudade dEle.
     Eu sou tua e você é meu e tudo o que sou ama tudo o que você é  
                     (Mensagem da atriz Bruna Marquezine em junho 2019 e divulgada em 20nov19)

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Compreendendo o Arminianismo em contraste com o Calvinismo


    CALVINISMO  X  ARMINIANISMO
                                               Pr.  Érico  Rodolpho  Bussinger
     Pretendendo ajudar o cristão comum a entender as duas correntes teológicas, busquei, no mais original possível, os pontos principais onde a divergência se acentua. Procure ler e entender!

     Os Cinco Artigos da Remonstrância foram proposições teológicas apresentadas em 1610 pelos seguidores de Jacó Armínio morto em 1609, as quais discordavam das interpretações do ensinamento de João Calvino então vigente na Igreja Reformada Holandesa. Os artigos foram divisórios, e aqueles que os apoiaram foram chamados de "Remonstrantes".
História
     Quarenta e um pregadores e dois líderes do colégio estadual de Leiden para a educação de pregadores reuniram-se em Haia em 14 Janeiro de 1610, para expor por escrito, suas opiniões sobre todos as doutrinas contestadas. O documento na forma de um protesto foi elaborado por Johannes Wtenbogaert e após algumas alterações, foi aprovado e assinado por todos, em Julho de 1610.
     Os Remonstrances não rejeitaram a confissão e o catecismo, mas não reconheceram como permanentes e imutáveis a Lei canônica e os cânones de . Eles atribuíram autoridade apenas à Palavra de Deus na Sagrada Escritura e foram avessos a todo o formalismo. Eles também afirmaram que as autoridades seculares têm o direito de interferir nas disputas teológicas para preservar a paz e evitar cismas na Igreja.
     Os Cinco Artigos da Remonstrância foram sujeitos à fiscalização do Sínodo Nacional realizado na     cidade holandêsa de Dordrecht em 1618-1619. Ao mesmo tempo, Dordrecht era frequentemente chamada em inglês como Dort, o nome inglês comum ainda é Sínodo de Dort. As sentenças do Sínodo são conhecidas como os Cânones de Dort ou Cânones de Dordrecht. Estes cânones constituem o que é muitas vezes chamado de os Cinco Pontos do Calvinismo, comumente apresentados pelo acróstico "TULIP":
Eis o significado de TULIP, em inglês e em tradução comumente aceita em português:
1.    Total Depravity (Depravação total);
2.    Unconditional Election (Eleição incondicional);
3.    Limited Atonement (Expiação limitada);
4.    Irresistible Grace (Graça Irresistível);
5.    Perseverance of Saints (Perseverança dos Santos).
Os Cinco Artigos
     Os Cinco artigos de Remonstrância contrastam com os Cinco Pontos do Calvinismo na maioria dos pontos. O Artigo I discorda que a eleição em Cristo seja incondicional. Em vez disso, neste artigo os remonstrantes afirmam que a eleição é condicional à fé em Cristo e que Deus elege para a salvação aqueles que Ele sabe de antemão que terão fé n'Ele. O Artigo II defende a expiação ilimitada, o conceito de que Cristo morreu por todos. Isso contrasta com a expiação limitada do calvinismo, que afirma que Cristo morreu apenas para aqueles que Deus escolheu serem salvos. O Artigo III afirma a depravação total do homem, que o homem não pode se salvar a si mesmo da Condenação Eterna. O Artigo IV repudia o conceito calvinista de graça irresistível, alegando que a humanidade tem livre-arbítrio para resistir à graça de Deus. O Artigo V, ao invés de rejeitar completamente a noção de perseverança dos santos, argumenta que pode ser condicional ao crente permanecer em Cristo. Os escritores explicitamente não tinham certeza sobre este ponto, e era necessário que um estudo mais aprofundado fosse feito. O texto dos artigos publicados estão em domínio público logo abaixo:
                               CALVINO   X    REMONSTRANTES
·       Depravação Total
     Também chamada de "depravação radical", "corrupção total" e "incapacidade total". Indica que toda criatura humana desde a queda de Adão, é caracterizada pelo pecado, que a corrompe e contamina, incluindo a mente. Por isso, afirma-se que ninguém é capaz de realizar o que é verdadeiramente bom aos olhos de Deus. Em contrapartida, o ser humano é escravo do pecado, por natureza hostil e rebelde para com Deus, espiritualmente cego para a verdade, incapaz de salvar a si mesmo ou até mesmo de se preparar para a salvação. Só a intervenção direta de Deus pode mudar esta situação.
Artigo I - Que Deus, por um eterno e imutável plano em Jesus Cristo, seu Filho, antes que fossem postos os fundamentos do mundo, determinou salvar, de entre a raça humana que tinha caído no pecado – em Cristo, por causa de Cristo e através de Cristo – aqueles que, pela graça do Santo Espírito, crerem neste seu Filho e que, pela mesma graça, perseverarem na mesma fé e obediência de fé até o fim; e, por outro lado, deixar sob o pecado e a ira os contumazes e descrentes, condenando-os como alheios a Cristo, segundo a palavra do Evangelho de Jo 3.36 e outras passagens da Escritura.
·       Eleição Incondicional
     Eleição significa "escolha". É a escolha feita por Deus desde toda a eternidade, daqueles a quem ele concedeu a graça da salvação. Esta escolha não se baseia em nenhum mérito moral ou individual, ou mesmo na fé das pessoas que Ele escolhe; mas sim em Sua decisão soberana, incondicional, irrevogável e insondável. Isso não significa que a mesma salvação final é incondicional, mas que a condição em que assenta (fé) é concedida também pela graça de Deus, como seu presente para aqueles a quem Ele escolheu incondicionalmente
Artigo II - Que, em concordância com isso, Jesus Cristo, o Salvador do mundo, morreu por todos e cada um dos homens (Tt.2:11), de modo que obteve para todos, por sua morte na cruz, reconciliação e remissão dos pecados; contudo, de tal modo que ninguém é participante desta remissão senão os crentes.
·       Expiação Limitada
     Também chamada de "expiação particular", "redenção particular" ou "redenção definida", significa a doutrina segundo a qual a obra redentora de Cristo foi apenas visando a salvação daqueles que têm sido alvo da graça da salvação. A eficácia salvífica do Cristo redentor, então, não é "universal" ou "potencialmente eficaz" para quem iria recebê-lo, mas especificamente designada para consolidar a salvação apenas daqueles a quem Deus Pai escolheu desde antes da fundação do mundo. Os calvinistas não acreditam que a expiação é limitada em seu valor ou poder (se Deus o Pai quisesse, teria salvo todos os seres humanos sem excepção), mas sim que a expiação é limitada na medida em que foi destinada para alguns e não para todos
Artigo III - Que o homem não possui por si mesmo graça salvadora, nem as obras de sua própria vontade, de modo que, em seu estado de apostasia e pecado para si mesmo e por si mesmo, não pode pensar nada que seja bom – nada, a saber, que seja verdadeiramente bom, tal como a fé que salva antes de qualquer outra coisa. Mas que é necessário que, por Deus em Cristo e através de seu Santo Espírito, seja gerado de novo e renovado em entendimento, afeições e vontade e em todas as suas faculdades, para que seja capacitado a entender, pensar, querer e praticar o que é verdadeiramente bom, segundo a Palavra de Deus [Jo 15.5].
·       Graça Irresistível
     Também conhecida como "graça eficaz" e "vocação eficaz", esta doutrina ensina que a influência salvífica do Espírito Santo de Deus é irresistível, superando toda e qualquer resistência. Quando então, Deus soberanamente visa salvar alguém, o indivíduo não tem como resistir a essa graça da vida eterna com o próprio Deus.
Artigo IV - Que esta graça de Deus é o começo, a continuação e o fim de todo o bem; de modo que nem mesmo o homem regenerado pode pensar, querer ou praticar qualquer bem, nem resistir a qualquer tentação para o mal sem a graça precedente (ou preveniente) que desperta, assiste e coopera. De modo que todas as obras boas e todos os movimentos para o bem, que podem ser concebidos em pensamento, devem ser atribuídos à graça de Deus em Cristo. Mas, quanto ao modo de operação, a graça não é irresistível, porque está escrito de muitos que eles resistiram ao Espírito Santo.
·       Perseverança dos Santos
     Também conhecida como "preservação dos santos" ou "segurança eterna", este quinto ponto sugere que aqueles a quem Deus chamou para a salvação, e depois, à comunhão eterna com Ele (" santos ", segundo a Bíblia) não podem cair em desgraça e perder sua salvação. Mesmo que, em suas vidas, o pecado os leve a renunciar à sua profissão de fé, eles (como autênticos eleitos), mais cedo ou mais tarde, retornarão à comunhão com Deus. Essa doutrina é baseada no fato de que a salvação é obra de Deus do começo ao fim, que Deus é fiel às Suas promessas, e que nada nem ninguém pode impedir Seus propósitos soberanos. Este conceito é bem diferente do conceito usado em algumas igrejas evangélicas, de "uma vez salvos - salvos para sempre", apesar da apostasia, a falta de arrependimento ou a permanência no pecado, desde que eles tenham realmente aceito Cristo no passado. No ensino tradicional calvinista, se uma pessoa cai em apostasia ou não mostra mais sinais de arrependimento genuíno, isso é uma prova cabal de que essa pessoa nunca foi realmente salvo, e, em decorrência disso, que não faz parte do número dos eleitos
Artigo V - Que aqueles que são enxertados em Cristo por uma verdadeira fé, e que assim foram feitos participantes de seu vivificante Espírito, são abundantemente dotados de poder para lutar contra Satã, o pecado, o mundo e sua própria carne, e de ganhar a vitória; sempre – bem entendido – com o auxílio da graça do Espírito Santo, com a assistência de Jesus Cristo em todas as suas tentações, através de seu Espírito; o qual estende para eles suas mãos e (tão somente sob a condição de que eles estejam preparados para a luta, que peçam seu auxílio e não deixar de ajudar-se a si mesmos) os impele e sustenta, de modo que, por nenhum engano ou violência de Satã, sejam transviados ou tirados das mãos de Cristo [Jo 10.28]. Mas quanto à questão se eles não são capazes de, por preguiça e negligência, esquecer o início de sua vida em Cristo e de novamente abraçar o presente mundo, de modo a se afastarem da santa doutrina que uma vez lhes foi entregue, de perder a sua boa consciência e de negligenciar a graça – isto deve ser assunto de uma pesquisa mais acurada nas Santas Escrituras antes que possamos ensiná-lo com inteira segurança.

Estes artigos, assim definidos e ensinados, os Remonstrantes consideram acordo com a Palavra de Deus, tendendo a edificação, e, no que diz respeito a este argumento, suficiente para a salvação, de modo que não é necessário ou edificante acrescentar ou diminuir qualquer coisa.