terça-feira, 16 de junho de 2015

QUAIS CRENTES SERÃO SALVOS?

QUE TEMOS A VER COM OS LEVITAS?
PR. Érico R. Bussinger

Na Bíblia existe o Antigo Testamento, que não é um “Velho Testamento”, mas o Testamento do relacionamento entre o verdadeiro e Todo-Poderoso Deus e Israel, um povo que Ele escolheu para ser “seu agente” na Terra, no sentido de abençoar os outros povos e toda a Terra (Gn.12:3). Poderia ter escolhido um outro povo qualquer. O Antigo Testamento serve de “Introdução ao Novo Testamento”, este mais geral e abrangente, para “todos os povos” e todas as pessoas.

No registro da História do Antigo Testamento Deus desejou que todo o Israel lhe fosse um povo sacerdotal (Ex.19:6). Com o fracasso dessa intenção, Deus escolheu “alguns” dentre o povo para serem sacerdotes em favor dos demais e Israel pudesse ser um povo sacerdotal para todo o mundo. Inicialmente, no Egito, foram os primogênitos e logo a seguir Deus substituiu os primogênitos de Israel por uma tribo que fosse sacerdotal, a tribo de Levi. Nessa tribo todos seriam dedicados a Deus, não teriam herança material em Israel e viveriam dos “dízimos” que o restante do povo de Israel lhes entregaria. O resultado foi um fracasso total. O restante do povo de Israel relaxou por completo no seu relacionamento com Deus e a tribo de Levi ficou desorientada. Os sacerdotes (descendentes de Arão) se tornaram inócuos. Ao final, todos foram para o cativeiro e Deus teve que começar tudo de novo, com um Novo Testamento, uma nova “Aliança”, no sangue de Jesus.

Na nova aliança o Evangelho teria que ser pregado a todo o mundo. O sacrifício eficaz já tinha sido feito por Jesus, entregando a Sua própria vida e os agentes dessa “Aliança”, seus sacerdotes, teriam que ser exatamente “TODOS” os cristãos (1Pe.2:9).

Pelo que podemos avaliar, em nossos dias, os resultados não divergem muito daqueles do Antigo Testamento. A maioria dos cristãos não exerce o sacerdócio (nem sabe o que é isso), não evangelizam e não são santos. Ao se misturarem com o mundo, fazem o Evangelho perder seu efeito para com os demais, Os cristãos se tornam eles mesmos carentes de sacerdotes que intercedam por eles, se apinham nos grandes templos cristãos, na maioria desorientados espiritualmente (ovelhas sem pastores), abertamente carentes do genuíno leite espiritual. Esse leite (Hb.5:11-13) os sacerdotes “clérigos=pastores e demais obreiros” se esforçam por lhes dar. E o cristianismo se torna nada mais que uma religião como as outras, dentro de 4 paredes, um clube religioso de membros das igrejas.

Enquanto isso o mundo segue seu caminho rumo ao abismo (preparado para o diabo e seus anjos), sem sal e sem luz. E os crentes que estão dessa mesma maneira, para onde vão na eternidade?

Serei muito radical em imaginar que uma “árvore sem frutos” será cortada (MT.3:10)? Que uma fé sem obras é morta (Tg.2:26)? Que um crente sem frutos não será salvo (Jo.15:4-6)? Que sem santificação ninguém verá a Deus (Hb.12:14)?

Ou será que a santificação (separação deste mundo) seja exigida só dos levitas e sacerdotes, imposta somente aos pastores e missionários?