terça-feira, 16 de junho de 2015

A INTROMISSÃO DOS EVANGÉLICOS NA POLÍTICA

A ENTRADA DO BISPO MACEDO NA CAMPANHA
Pr. Érico R. Bussinger
Quem penetrará os arcanos (mistérios) de Deus? Ou quem entenderá o que nos é revelado (Dt.29:29)?
Apenas à guisa de questionamento, levanto o seguinte fato:
Nas eleições municipais de São Paulo, neste 2012, havia um candidato que despontava na liderança, durante quase toda a campanha para prefeito da maior cidade do país. Ele parecia imbatível. Celso Russomano prometia defender os direitos dos pequenos e recebeu muito apoio popular.
Na reta final da campanha, seus adversários principais começaram a criticá-lo muito. Isso fez com que ele perdesse apoio, segundo os institutos de pesquisa de opinião. Mas ainda a 4 dias das eleições ele continuava como líder.
Exatamente também a 4 dias das eleições, um fato novo ocorreu: o bispo Edir Macedo, líder espiritual da “Igreja Universal” escreveu em seu blog (sabendo que seria divulgado para todos, pois assim ele mesmo o queria) uma crítica fortíssima a um dos candidatos (Haddad), incluindo uma carta anônima que disse haver recebido de um professor . Nesse artigo ele apoiava declaradamente o candidato Russomano. O detalhe é que o Russomano passou a campanha inteira desmentindo a sua ligação com a Igreja Universal, inclusive se dizendo católico.
Ao final, o bispo Macedo esclareceu a dúvida que os eleitores tinham: Russomano era ou não o candidato da Universal? A participação direta da igreja na política estava reconhecida. Dirimida essa dúvida, o resultado foi bombástico: ele desceu para o 3º. lugar, em apenas 4 dias. Terá havido alguma manipulação dos resultados (já que os votos no sistema atual são imunes à conferência)?
Ou será que a rejeição que o candidato recebeu foi a rejeição popular à igreja? Se é esse o fato, essa rejeição popular nos atinge a nós também, os demais evangélicos? Será que Deus está nisso tudo, querendo nos ensinar lições preciosas, ou Ele passa de largo por situações tais? A aceitação do Evangelho pelas pessoas independe de situações como essa?
A seu ver, as igrejas deveriam evitar certas intromissões religiosas desastradas na política, que mancham o caminho para evangelizar os demais à nossa frente? Ou a fé cristã pode se coadunar com a participação política?
Ou terá sido tudo mais uma mera coincidência eleitoral?