terça-feira, 16 de junho de 2015

O QUE É IGREJA

COMO A SABEDORIA DE DEUS QUER SE MANIFESTAR NO MUNDO
Pr. Érico R. Bussinger
Há textos de grande profundidade espiritual na Bíblia, que no entanto, muitos sábios e cultos não enxergam. Isso, porque Deus lhes encobriu (aos sábios), para poder revelá-lo aos seus “pequeninos” (Mt.11:25). Não pela letra, mas pelo Espírito. Não pelo estudo, mas por revelação.
Um desses textos de grande profundidade está contido em Ef.3:10: “Pela Igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades, nos lugares celestiais ...” Segundo Deus, este era o mistério escondido, que foi revelado.
O segredo de Deus é a Igreja. Era mistério. E hoje, infelizmente, continua sendo mistério “velado” para muitos líderes. Se alguém entende isso, vai certamente investir sua vida na igreja, valorizar a noiva do Senhor, amar os irmãos e se gastar na edificação desse corpo. E é o que pouco se vê. A maior parte dos líderes investe a maior parte de seus recursos no seu ministério, na sua imagem, na sua carreira, na sua reputação e na propaganda dela. Outros investem muito dos seus recursos na construção de templos. E ainda outros na formalidade e burocracia da “sua obra, a sua denominação”.
Poucos líderes cristãos investem seu tempo e recursos em conhecer, amar e valorizar seus irmãos, tornando-se um com eles, modelo para eles e pai para eles. Eles são (os irmãos), o maior patrimônio de uma igreja. Na verdade, eles são ela mesma. Eles (os irmãos) são a igreja. Ou deveriam ser.
Se nem os líderes enxergam o que é a igreja, quanto mais os crentes que são por eles liderados. Esses, na igreja, de bom costumam somente enxergar a oportunidade de receber bênçãos, buscar milagres e a tão desejada prosperidade. Eles não conseguem “enxergar” os seus irmãos. Nem de longe sabem o que é comunhão. Daí a facilidade de se fazer uma igreja massificada. Quando os programas, as bênçãos e o bem estão lá na frente, onde o “show” se desenvolve (músicas, testemunhos, eloqüência, novidades etc.), praticamente ninguém valoriza o que está ao seu lado. Torna-se uma verdadeira “massa” de crentes aglomerados (e confortavelmente), mas sem qualquer ligação com os outros irmãos ou qualquer noção de comunhão ou a prática do amor. Na verdade, são crentes anônimos, nem conhecem quem são seus irmãos. Mas a “igreja” fica cheia. E isso é “sucesso”. Você conhece alguma “igreja” assim? (Que pergunta!!).
Eu creio que está em tempo de começarmos a entender este mistério, que já deveria ter sido revelado a muitos líderes:
É MELHOR TER UM GRUPO DE 20 IRMÃOS EM COMUNHÃO E UNIDADE QUE 500 CRENTES MERAMENTE ASSISTENTES DE REUNIÕES.
Afinal, qual o sucesso que os líderes querem: 20 irmãos que vão sempre procurar o pastor, fazendo perguntas, enchendo seu tempo, trazendo-lhe problemas, ou 500 crentes que não lhe dão “trabalho”, que se limitam a assistir suas reuniões, contribuem e depois vão-se embora? O que eles têm preferido?
Afinal, o que é igreja: os 20 ou os 500? Os “cegos” não enxergam isso. É-lhes mistério!
E afinal, a qual “igreja” você prefere ir, à de 20 membros ou à de 500?
Paz!