terça-feira, 16 de junho de 2015

Que significa um papa jesuíta?

O PAPA NO BRASIL, nova Guerra Religiosa?
Pr. Érico R. Bussinger
Aparentemente a primeira missão significativa do recém eleito papa Francisco foi a vinda ao Brasil, para participar da JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE CATÓLICA 2013. Sua eleição, a primeira de um papa da América e, provavelmente, também a primeira de um papa de fora da Europa, foi coroada de expectativa e principalmente cobertura jornalística. Ao que também se nos dá a perceber, nos primeiros meses de seu pontificado, em nenhum momento vazou qualquer informação de conteúdo sobre ele. Todas as notícias e informações a respeito dele sempre foram a respeito da sua pessoa, seu jeito de ser e demais superficialidades. Absolutamente não tem vazado nada a respeito da posição dele quanto a temas importantes, como a crise na igreja, a pedofilia e posição quanto a aborto, etc.
É evidente que toda a movimentação em torno do papa faz parte de um grande projeto de marketing, visando distrair a atenção da sociedade dos graves problemas e escândalos enfrentados pelo Vaticano. Até mesmo a JMJ aparentemente não é para tratar de qualquer tema significativo (nem tem poder decisório para isso), mas tão somente para atrair o foco da mídia para a multidão de jovens fazendo o marketing da pessoa do papa.
Não podemos nos esquecer, entretanto, a origem celibatal do papa: é um jesuíta.
Quando Cristóvão Colombo descobriu a América em 1492 (isto sim foi um descobrimento), a Reforma Protestante não havia ainda acontecido. Colombo era apenas um cristão que lia a Bíblia diariamente, foi autor de livros sobre a Bíblia, orava bastante e recebia revelações específicas de Deus. Poderíamos dizer hoje que era um carismático ou pentecostal. Tudo lhe foi difícil na empreitada marítima em direção às “terras do mar”, como ele chamava, com base nas profecias de Isaías. Ao descobrir a América, ele sonhava com um continente cristão (tinha profecias para isso) e queria evangelizar os indígenas do “mundo novo”. Após poucas viagens ao “Novo Mundo” ele foi substituído e os espanhóis começaram a matar os índios. Há estimativas de que foram eliminados cerca de 13 milhões de indígenas, o maior genocídio da História. Os demais indígenas foram “cristianizados”, ou seja, obrigados a se ajoelharem diante da cruz e professarem a fé cristã, sendo então batizados. E a História prosseguiu. A América é hoje o continente mais cristão do mundo.
Com o passar do tempo, principalmente no último século, o avanço evangélico nas Américas amedrontou Roma. Que fazer, então, para barrar esse crescimento evangélico, principalmente das denominações chamadas pentecostais? A escolha mais sábia seria fazer exatamente o que se fez no século XVI, quando eclodiu a Reforma Protestante. Após a Reforma, foi fundada a Companhia de Jesus, os “jesuítas”, que seriam treinados para “combater” os protestantes. O currículo de ações dos jesuítas é invejável. Apenas num resumo:
- O rei Carlos V (1500-58) eliminou, por ordem do papa, com a ajuda dos jesuítas, cerca de 50 mil cristãos alemães;
- O papa Gregório XIII nos anos 1572-85 organizou com os jesuítas o extermínio dos protestantes franceses e só na noite de 24 de agosto de 1572 mataram 70 mil deles;
- Em 1590 foram mortos 200 mil cristãos huguenotes na França;
- O monarca alemão Fernando II (anos 1578-1637), instigado pelos jesuítas, começou uma guerra de extermínio aos protestantes. A guerra religiosa foi seguida de guerra política e tirou a vida de 15 milhões de pessoas.
É citado (quem vai conferir?) que se encontra no livro “CONGRESSIONAL DE RELATÓRIOS” dos jesuítas, à pág. 3262 o juramento que todos eles têm que fazer: “Prometo ensinar a guerra lenta e secreta contra os protestantes...queimar vivos esses hereges, usar o veneno, o punhal ou a corda de estrangulamento...farei arrancar o estômago e o ventre de suas mulheres e esmagarei a cabeça de seus filhos contra a parede, a fim de aniquilar...” E ainda:
“ Se eu for perjuro (não cumprir meu juramento), as milícias do papa poderão cortar meus braços e minhas pernas, degolar-me, cortando minha garganta..., abrir minha barriga e queimá-la com enxôfre...Assino meu nome com a ponta desse punhal molhado no meu próprio sangue.”