terça-feira, 16 de junho de 2015

É O DINHEIRO

A RAIZ DO MAL
Diz-me um advogado que as lides no tribunal só têm um objetivo: dinheiro. Dinheiro para o cliente (vencedor). Dinheiro para o advogado (defensor). (Os advogados, que não concordarem, por favor, não fiquem aborrecidos comigo, mas com o seu colega.) Diz-me um lojista que o tratamento cordial para com o potencial consumidor só tem um objetivo: ficar com o dinheiro dele. (Os comerciantes que pensam diferente protestem contra o seu colega, não contra mim.) Diz-me um pastor enfadado com o seu labor na igreja: "eu só estou aqui por causa do dinheiro". (Os pastores aborrecidos que gostam do que fazem, como eu gosto, não se entristeçam comigo, mas com o seu colega.) O ônibus que faz o trajeto entre dois pontos carrega as pessoas que podem trazer dinheiro à empresa de transporte. A construtora levanta o prédio com apartamentos que serão ocupados pelos compradores que tenham dinheiro. A montadora pensa seus automóveis de olho no dinheiro dos que vão segurar os volantes dos seus veículos. O dinheiro pode não comprar tudo, mas tudo é feito para quem o tem para comprar. Então, para ganhá-lo, as pessoas lhe prestam culto, vendem-lhe suas almas, matam e se matam para o ter. O dinheiro tem olhos que brilham quando é somado, ou melhor, multiplicado. O dinheiro apaixona. O dinheiro cega. O dinheiro torna inimigos os irmãos. O dinheiro faz escravos os iguais. O dinheiro seduz honestos ao roubo. O dinheiro leva puros à mentira. O dinheiro corrompe os santos. Só têm um caminho para não ser guiado por ele: é não amá-lo. O amor ao dinheiro é mesmo a raiz de todos os males (1Timóteo 6.10). Desejo-lhe um BOM DIA. Israel Belo de Azevedo