terça-feira, 16 de junho de 2015

SARA, a MULHER

NEM ANA NEM DÉBORA NEM ISABEL, NEM...MARIA
Pr. Érico Rodolpho Bussinger
A Bíblia é riquíssima. E interessantíssima. Enquanto encontramos inúmeros exemplos de homens a serem seguidos e há menções explícitas para isso (1Co.11:1 e Fp.3:17), não é fácil encontrar referências a mulheres que devem servir de exemplo para as demais. Claro que há mulheres descritas nas páginas das Escrituras como tendo uma vida elogiável. Mas não há exortações para que as mulheres cristãs sejam como elas. Nenhuma mulher é exortada a ser como Eva. Nem Rebeca. Nem Abigail nem Miriã. Podemos nós (por nossa conclusão) observar virtudes maravilhosas em mulheres como Débora. Mas Deus não exorta as demais a tê-la como modelo e exemplo. Houve mulheres cultas, mulheres de oração, mulheres inteligentes, mulheres graciosas e boas conselheiras e juízas. Mas não há nenhuma menção a que as mulheres de hoje as imitem.
O mais interessante nas páginas da Bíblia é que até mesmo Maria, escolhida para ser mãe de Jesus, cujo ventre foi escolhido para ser depositário daquela vida pré-existente, não recebe qualquer menção a ser tida como exemplo. Ela mesma, em oração, reconhece e agradece a Deus a graça da bem-aventurança (felicidade)- Lc.1:48 - pelo fato de ter sido escolhida para ser admirada. Sua situação, como descrita nas páginas da Bíblia, é muito delicada. Sabemos que ela foi esposa e mãe fiel, verdadeiramente cheia do Espírito Santo no dia de Pentecostes (At.1:14 ) e crente todo o tempo. No entanto, não há na Bíblia qualquer menção à sua impecabilidade nem mesmo ela é mencionada em qualquer epístola, nem mesmo no restante do livro de Atos. Simplesmente o restante do Novo Testamento silencia sobre ela. Não há mesmo qualquer referência na Bíblia a que alguma mulher seja imitadora de Maria!
A única mulher a respeito de quem a Bíblia exorta a ser tomada como exemplo, é Sara. Ela mesma, a esposa de Abraão. Não há muito na Bíblia sobre Sara, a não ser sempre em conexão ao esposo. Não há nenhuma iniciativa tomada por Sara descrita na Bíblia. Não há menção a qualquer oração que ela tenha feito. Também não compôs salmo algum nem escreveu qualquer coisa. Por outro lado, ela errou muito, ao nosso ver. Ela concordou com as fraquezas de seu marido. Em obediência a ele ela mentiu (ou disse meia-verdade). Sara aceitou pacificamente o adultério com Faraó, em concordância com a “proposta indecente” do marido (Gn.12:10-19). Pelo que entendemos, Sara viveu vários anos como “mulher” de Faraó. Foi possuída por ele. Não teve filhos com ele porque era estéril. Depois, por sua concordância, teria feito o mesmo com o rei Abimeleque (Gn.20:1-3). Deus, no entanto, a impediu (agora ela não era mais estéril).
Apesar de tudo, em 1 Pe.3:6 temos uma referência às filhas de Sara, o padrão para as mulheres cristãs. Perguntamos, portanto: Em que ela merece ser tida como modelo e exemplo a ser seguido? O v.6 diz: Sara obedeceu e chamou seu marido de senhor. O fato foi a submissão. Deus ordena que as mulheres sejam submissas aos seus maridos (Ef.5.22; Col.3.18) e em Gn.2.18 é dito que a mulher foi criada para viver em função do homem (Ser-lhe auxiliadora idônea). O mesmo em 2Tm.2.9-15. E isso é exatamente o que Sara foi. Nada de feminismo. Não foi independente. Sara não foi mulher de ação. Não foi intelectual. Nem espiritual. Nem mesmo a mulher virtuosa de Pv.31, que ninguém achou (v.10). Nem mesmo Salomão, examinando 1.000 mulheres.
Sara foi simplesmente mulher. E precisa mais? Por ela Deus fez maravilhas (através de seu esposo). Ela foi tudo e toda para seu marido. A companheira que ele precisava.
O que seria então ser filha de Sara em nossos dias? Sara cuidava da aparência exterior e interior. Até mesmo velha era atraente (como mulher). Podemos imaginá-la mansa, meiga, simpática, doce... uma verdadeira “corça de amores” para seu marido e “uma gazela graciosa” (Prov.5. 19). Segundo Deus é o mais importante que uma mulher possa fazer. Não lhe é proibido fazer tudo o mais, como a mulher virtuosa de Pv.31. O essencial é a beleza interior (submissão), com a qual a mulher tem tudo de seu esposo, mas sem esquecer também a graça exterior (que pode ser enganosa-cuidado). Mas a beleza interior não engana. É exatamente onde o Espírito Santo quer atuar. É isto que significa simplesmente:
“SER MULHER"!