quarta-feira, 17 de junho de 2015

VIVENDO SOB PRESSÃO

VIVENDO SOB PRESSÃO
Pr.Érico R. Bussinger

Desde que estamos sobre a face da Terra, vivemos sob o efeito de alguma pressão. A pressão atmosférica, por exemplo, nos envolve todo o corpo como que querendo nos esmagar. Nosso corpo se acostuma com ela logo ao nascermos. O segredo é: “se acostumar com a pressão”. Quando um mergulhador vai a muitos metros de profundidade, a pressão da água sobre ele aumenta e ele resiste. Ao subir, ele tem que descomprimir gradativamente, para que o corpo “se acostume” de novo à pressão atmosférica menor.

Espiritualmente, desde que aqui estamos, vivemos sob “pressão de atmosfera espiritual” do “príncipe das potestades do ar”-Ef.2:1,2. Satanás, com seus anjos caídos, tem autorização de Deus para atuar nos ares, à nossa volta, nos rodeando (1Pe.5:8), buscando a quem perturbar, como fez com Jó. A pressão espiritual maligna é limitada por Deus de forma a não ferir o nosso livre arbítrio. Ele não nos toca sem a permissão de Deus (1 Jo.5:18). E se Deus o permitir, terá um propósito bom com isso (Rm.8:28).

Seguros de estarmos no Senhor, não devemos almejar uma vida fácil, tranqüila e sem pressões. Enquanto no mundo, teremos pressões na certa (Jo.16:33). As aflições que passamos, as ansiedades que daí nos vêm e as perseguições que sofremos cumprem um propósito de Deus e se constituem para nós em testes, nos quais, se aprovados, ganharemos galardões quando Jesus voltar(Tg.1:2).

Às vezes somos levados a pensar que as pessoas do mundo não sentem pressões. De fato, o alvo predileto de Satanás somos nós. Mas os não cristãos também sofrem pressões. Somente que eles não conhecem outra vida, não têm outra esperança futura e têm mesmo é que se acostumar com as pressões.

As leis de Newton, na Física, nos dizem que tem que haver um equilíbrio. Se o mundo nos pressiona, ou como diz Jesus, nos odeia (Jo.15:8), para eles do mundo nós também somos incômodos. Os pensadores do mundo gostariam muito de viver “livres” dos cristãos. Nós os incomodamos, mesmo sem o querermos. A nossa presença de luz na verdade incomoda o mundo (Jo.3:19,20). Eles prefeririam viver sem nós. As trevas seriam mais convenientes para eles, que fariam o que têm vontade de fazer, sem que a luz o denunciasse. É mais ou menos o que as pessoas sentem no Carnaval: liberdade para fazerem o que querem sem que alguém os condene.

Além de nos verem como incômodos, pelo que os cristãos são sempre segregados em todas as áreas da vida (nas Ciências, nas Artes, na Política, na Cultura, etc.), o mais interessante a notar é que o mundo também nos teme. Como exemplo, o rei Herodes, amaziado com sua cunhada, odiava João Batista, que lhe apontava o pecado (Mt.14:5). Na Igreja Primitiva (At.5:13) os demais judeus não se achegavam aos convertidos (a menos que o Espírito Santo trouxesse), mas tributavam a eles grande admiração (respeito, temor). A atuação dos crentes como luz faz os políticos terem receio de se corromperem. O tráfico de drogas e a prostituição também respeitam a presença da luz. O suborno nos Governos fica menor quando a luz do povo de Deus brilha. É assim que temos que agir. O problema é quando os crentes se corrompem, aí o sal fica insípido. Será que temos visto isso no Brasil? Os políticos e autoridades evangélicos têm sido bom exemplo?

Apesar de tudo, o bom dessa Teologia é saber que somos amados por Deus, protegidos por Ele, que é o nosso refúgio e fortaleza, bem como somos também respeitados e temidos pelo mundo. Portanto, não tenha medo do mundo! Que você se acostume com essa pressão. O mundo é que tem que ter medo de nós.