terça-feira, 16 de junho de 2015

PERSEGUIÇÃO AOS EVANGÉLICOS NO BRASIL

O FENÔMENO FELICIANO
Pr. Érico R. Bussinger
Há 10 anos atrás, em maio de 2003, Deus me deu umas revelações e visões a respeito do Brasil. Em resumo, seria uma época de grande perseguição aos evangélicos brasileiros, algo que de fato vem amadurecendo. O estopim, entretanto, seria um líder jovem, como Estêvão, no livro de Atos, que iria provocar os demais, de forma muito dura e contundente. A resposta seria imediata: uma ira uníssona. Não só contra ele, mas também contra os demais evangélicos. Aquela época era de início do Governo Lula. Embora despertasse preocupações, o então presidente Lula ia “ comendo pelas beiras” em relação aos evangélicos. Não parecia tão radical. E politicamente conversava e “se entendia” com a liderança evangélica. Enquanto isso, seus parlamentares iam propondo leis de aperto aos evangélicos.
O tempo tem passado. Leis de cerceamento (ou de moralização) da atividade religiosa foram elaboradas e algumas delas, aparentemente inocentes, começaram a entrar em vigor. Paralelamente a isso os evangélicos vieram aumentando em número, embora não mantendo unidade. Por outro lado, os ventos “moralmente liberalizantes” sopravam por aqui, como também no restante do mundo. O movimento “gay” também crescia. Ultimamente começou o choque entre essas duas correntes: os evangélicos (moralizantes) e os “gays” e simpatizantes (mais liberais moralmente). De forma curiosa, o catolicismo tem se mantido à margem dessa verdadeira “guerra”. O choque começou a se dar na área de gestação de leis. O ensino de sexo e de homossexualismo (opção sexual) para crianças nas escolas ofendeu os evangélicos.
Eu diria até que no início houve um certo “esmorecimento” por parte dos evangélicos e católicos quanto à geração de leis. Mas a guerra estourou somente no Senado, por ocasião do PLC 122, um projeto de lei que criaria um conceito criminal novo: “a homofobia”, que por ser um neologismo, poderia ser definida de qualquer forma. Passaria a ser um “palavrão”, que condenaria criminalmente todos os que ousassem falar mal do “homossexualismo”. Os evangélicos gritaram: “Aí já é demais!”  Querer ser um homossexual, hoje chamado de homoafetivo, quem optou por esse tipo de preferência sexual, é uma coisa. Querer nos incriminar por falar que a relação homossexual é pecado, é outra coisa. Isso não podemos permitir. Condenar um ato agressivo e ofensor é uma coisa, mas condenar uma pessoa por ter uma opinião (e ainda mais baseada na Bíblia), seria demais. O PLC 122 “empacou” no Senado. Já tinha passado na Câmara por descuido. Até aí a guerra era democrática.
Chegou o Governo Dilma. O movimento gay queria mais. A Presidente(a) foi cautelosa. Muito provavelmente de forma pensada o partido da Presidente abriu mão da Presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, para ficar com outras comissões mais importantes. Essa comissão então ficaria liderada por um pequeno partido da base aliada, o PSC, que até então parecia inerte. Foi quando apareceu em cena um jovem deputado, parecendo ambicioso e destemido, Marco Feliciano.Eleito com uma votação esmagadora, aceitou a indicação do seu partido e foi designado, indicado e eleito presidente da dita comissão. Pelo fato de ser evangélico (quase todos no seu partido o são) e pastor, suas idéias foram logo conhecidas e divulgadas. A guerra se desencadeou logo. O movimento gay supôs que seria fácil tirá-lo de lá. Essa seria tarefa prioritária para o movimento, já que dessa comissão emanava muito do seu “ganha-pão”, ou seja, financiamento de seu movimento com dinheiro público. O “inimigo” precisava ser destituído. Afinal, ele era fraco. Novo, inexperiente, com telhado de vidro, tirar o deputado parecia ser tarefa fácil, principalmente para um movimento que já tinha conseguido “dobrar o Congresso Nacional” várias vezes.
As circunstâncias, entretanto, negaram a presunção do movimento gay. Não conseguiram demover o Feliciano, sua força foi crescendo, sua comissão funcionando, os grandes líderes do Congresso (também com telhado de vidro) foram se dividindo e o partido PSC ganhou força. O apoio dos evangélicos cresceu. De outros cristãos também. De outros líderes equilibrados também. Fala-se até em disputar a Presidência da República.
É claro que a guerra recrudesceu. Como em política, tudo pode acontecer, ninguém pode prever os desdobramentos de nada. A guerra resvalou abertamente contra os evangélicos, o que os tem feito se unirem. As verdadeiras razões começam a aparecer. As pessoas de bem começam a enxergar as verdades. E daí prá frente?
É claro que humanamente o deputado Feliciano vai ser cada vez mais atacado, quanto mais se fortalecer. Os evangélicos serão muito mais atacados, principalmente pela grande mídia. Uma perseguição vem, bastante forte.
E como em Jerusalém, o Estêvão foi apedrejado e morreu, é o que deve ocorrer com o deputado pregador. O movimento evangélico, que já sofreu uma vez com o “chute na santa” deverá ser bastante atacado de novo.
A esperança que temos é que, à semelhança de Estêvão em Jerusalém, o evangelho ganhe mais força espiritual com a perseguição, fique menos comercial e mais perto de Deus.
Deus assim o queira!