quarta-feira, 10 de junho de 2015

Igrejas de comércio - O que fazer ?

IGREJAS DE COMÉRCIO - O que fazer?

   ESTARRECIDOS  COM  A RELIGIÃO  
                                                               Pr.  Érico  Rodolpho  Bussinger
            Os últimos tempos têm trazido dias difíceis, para a igreja também.  Entre os sinais enumerados pelo Senhor Jesus para se saber da proximidade da Sua vinda (Mt.24:10 e 11), estão as heresiasa apostasia e o esfriamento geral na fé.  Dentre os próprios cristãos se levantariam falsos mestres, introduzindo heresias destruidoras na igreja (2Pe.2:1,2). Por eles o caminho da verdade seria infamado, ou seja, por causa deles, o mundo divulgaria a má fama do Evangelho.  E mesmo entre os próprios cristãos a vivência do Evangelho seria cada vez mais difícil, devido ao esfriamento geral na fé(Mt.24:12). 
     O quadro triste descrito na Bíblia para os religiosos dos últimos tempos lembra o quanto o espírito religioso seria usado como fonte de lucro (1Tm.6:5).  Cada vez mais a religião tem sido a área escolhida por pessoas que querem ficar ricas depressa, seja como pastores, cantores, empresários ou mesmo políticos.  O denominador comum em todas elas é o quanto gostam de “multidões religiosas”, em especial de “massas” de crentes, que se prestam a “ser usadas”.   Praticamente em todas essas “celebridades evangélicas” as Escrituras se cumprem e elas caem em laços de perdição (1Tm.6:9). Os escândalos são conhecidos e são muitos. O mundo gosta de os divulgar.
     No meio evangélico (e não é só no Brasil) as igrejas que mais “crescem” são essas que praticam o comércio religioso e introduzem heresias, sempre na direção do “bem estar” do crente, seja pelos milagres pedidos, ou pela prosperidade prometida, pelas profecias de grandezas ou mesmo pela apresentação de novidades doutrinárias.  O “sucesso” dessas igrejas está relacionado às características descritas na Bíblia para o ser humano dos últimos tempos (2Tm.3:2): elas aceitam bem os crentes egoístas, elas estimulam e abençoam os crentes avarentos (porque lá todos também gostam de dinheiro), bendizem os jactanciosos (porque os líderes também gostam de contar bravatas), tratam os outros com arrogância, etc.  Em outras palavras, essas igrejas fazem sucesso porque não querem mudar o ser humano, mas simplesmente se acomodam ao jeito que as pessoas são.  Se eles visam dinheiro, precisam aceitar as pessoas como elas são e não querer mudá-las. 
     O  sucesso das igrejas de massa desperta certas reações interessantes nas demais igrejas mais tradicionais: algumas se isolam, se desligando do movimento evangélico; outras partem para confrontos e críticas (em geral essa atitude não faz sucesso) e outras igrejas tradicionais simplesmente resolvem aderir também aos “métodos” de sucesso de massa, perdendo suas características.
      Diante da realidade religiosa de nossos dias, que atitude deve ter um cristão verdadeiro?  O que um líder sincero, um pastor zeloso, deve dizer para as atônitas ovelhas que Deus lhe confiou?  Os crentes observam atônitos o sucesso das igrejas que praticam o comércio religioso.  Muitos, então, perguntam: quem lhes está dando esse sucesso?  O que devemos fazer quando observamos na grande mídia os escândalos evangélicos que esses líderes causam?
     Eu tenho questionado muito essa situação religiosa de nossos dias, que melhor pode ser caracterizada como uma apostasia (desvio da verdade).  Por exemplo, quando vamos evangelizar uma pessoa, percebemos que ela já foi “evangelizada” antes (e em muitos casos escandalizada) por uma igreja dessas de mídia e de sucesso. A nossa mensagem encontra então resistência.  São tempos realmente difíceis (2Tm.3:1)!
      Deus me tem tranqüilizado a mente inquieta com a certeza da mensagem bíblica. Em Ecl.8:11 Salomão explica porque as igrejas que ensinam heresias prosperam: é porque o Juízo Final de Deus não é agora.  Pelo fato de Deus não fazer juízo agora contra toda essa obra má, o coração dos crentes estará cada vez mais disposto a praticar (e a aceitar) o erro.  Até os próprios líderes dessas igrejas tentam se convencer desse pressuposto da graça (barata).  Afinal, não é pela graça que somos salvos?  Então, mesmo que eu pratique alguns deslizes morais, Deus me perdoa. E vão deslizando!... E vão continuando à frente da igreja.  Como será difícil mostrar a um crente novo que é melhor escolher o caminho estreito, ir para uma igreja zelosa, pequena e exigente.  Na sua mente ingênua, será muito difícil entender por que o caminho largo (e fácil) de uma igreja de massa é perigoso.  Afinal, lá também não se prega o Evangelho? 
     Mas o próprio Salomão nos traz a tranquilização de Deus, em Ecl.8:12: “Ainda que o pecador faça o mal cem vezes, e os dias se lhe prolonguem, eu sei com certeza que bem sucede aos que temem a Deus.”
     O temor a Deus deve ser o fator que nos impulsiona a não aceitar o erro, ainda que pareça conduzir ao sucesso fácil, preferindo nós o caminho estreito e difícil da santificação e obediência ao Senhor, rejeitando o caminho largo e fácil do sucesso de massa e de mídia (que inclui, por razões óbvias, o comércio religioso).
     O Antigo Testamento termina (Ml.3:16,18) mostrando que há um memorial diante de Deus. Ele tudo vê (nós agora não), mas um dia nós também veremos a diferença entre o caminho largo e o estreito, entre o servir a Deus e o se servir dEle.
     Não tenha, pois,  inveja do que parece prosperar no seu caminho mau. O caminho de Deus sempre será difícil.  Hoje mais ainda.  E o sucesso perante Deus não é o sucesso perante os homens.  Escolha o dEle.

     Paz!