quinta-feira, 4 de junho de 2015

Análise das Perspectivas Econômicas para o BRASIL -

 BRASIL  SEM  FUTURO
                               Pr. Érico Rodolpho Bussinger

     Eu tenho me preocupado com os rumos do nosso país.  Entendo que isto é obrigação minha como cristão (Ez.33), ao menos para poder balizar minhas ações, bem como dos meus e dos que me seguem.  Mas de resto, ajudar a todos que pensam, para melhor se situarem.
     Os números da Economia sempre podem ser analisados de diversas formas, mas eles representam situações que nos dizem respeito e que precisamos compreender.  Eu me pergunto periodicamente: Qual é a dívida do país?  Há um montão de números sobre isso, mas que convergem atualmente para algo como R$2,5 trilhões, agora (Só  a dívida interna do Governo, dívida mobiliária, em títulos que têm que pagar 13,75% ao ano). A dívida dos Estados e Municípios vai a mais de R$800 bilhões.  As dívidas de empresas e particulares não é lembrada.  Só internamente, então, em reais, os governos devem cerca de R$3,1 trilhões. 

     A dívida externa do Governo, para com instituições bancárias e organismos internacionais, foi divulgada pelo Banco Central como ultrapassando US$350 bilhões. Dívida que só pode ser paga em dólares. Em caso de calote as punições são severas (ver o desespero atual da Argentina, por ex.).  Além dessa dívida do Governo, as companhias brasileiras devem mais de US$210 bilhões ao exterior. Só a dívida da PETROBRAS  é de US$170 bilhões.  Ao todo, Governo mais companhias, a dívida externa do país chega perto de US$ 600 bilhões (Segundo o Banco Mundial a US$750 bilhões).  A terceira maior dívida de um país no mundo atualmente.  As reservas de depósitos que o país tem no exterior está se reduzindo rapidamente. Os últimos números divulgados davam pouco mais que US$300 bilhões. Mas já deve ser bem menor atualmente.
     Ao câmbio atual, a dívida externa do país vai a cerca de RS$2 trilhões, que somados à dívida interna, vai a mais de R$ 5 trilhões, aproximadamente 100% do PIB (produto interno bruto, uma medida da grandeza do país).
     Quanto vale um país?  Estimativas materiais falam em duas vezes o PIB, ou cerca de R$10 trilhões, que é o que o Brasil vale, sem as vidas.

     Em linhas gerais, o país está endividado à metade do que vale.  E daí?  Alguém vai cobrar essa dívida?  Ela tem mesmo de ser paga?  Vai ser paga com que?  Há um certo acordo mundial de responsabilidade fiscal, que gera ações punitivas para os países faltosos ou devedores.  Creio ser esta uma característica dos últimos tempos.  Nenhum país tem se aventurado a afrontar esse Sistema Monetário Internacional. Há países atualmente em muita dificuldade financeira, mas nenhum país nos últimos tempos teve a ousadia de dizer que “não vai pagar a sua dívida externa”.  As penalidades mundiais contra países caloteiros podem ir desde bloqueio e barreiras econômicas até uma simples intervenção armada.  No Brasil isso bem poderia ser uma intervenção internacional na Amazônia ou mesmo uma tomada das plataformas marítimas de produção de petróleo.  O fato é que, ao tomar um empréstimo, se oferecem garantias. Se o empréstimo não for pago, essas garantias podem ser executadas.
     Qual a possibilidade do Brasil pagar suas dívidas? Atualmente quase nenhuma.  Para pagamento da dívida interna (de R$2,5 trilhões do Federal), não se tem poupado nos últimos anos nem R$50bilhões. Ou seja, essa dívida tem crescido cerca de R$250bilhões ao ano. Há um entendimento econômico de que já estamos perto da explosão (a falência).  Para pagamento da dívida externa, o país não tem poupado nem US$10 bilhões por ano. Nesse ritmo levaria mais de 60 anos para pagar (se conseguisse).
      Teoricamente existe a possibilidade de se escalonar o pagamento dessas dívidas. E é por isso que o mundo ainda não explodiu contra o Brasil.  Mas para isto, o aperto econômico seria geral, o que o governo atual nem de longe cogita.  Aperto econômico de tal monta geraria uma verdadeira guerra civil.

      Qual a possibilidade de o país se recuperar economicamente e voltar a crescer? Aproximadamente nenhuma.  O agronegócio no Brasil, que tem alimentado o brasileiro e alavancado os pagamentos do país em dólares,  está bombardeado pela política do MST, dos índios, quilombolas e pelos ataques ecológicos. Está nos estertores.  Segundo o INCRA, dos 450 milhões de hectares agricultáveis, 80 milhões já foram dados para os assentamentos (MST), sem produzir significativamente nada. Dos restantes, tem-se tirado para quilombolas, índios etc. A área agricultada do país só tem diminuído.  Das indústrias, que cada vez mais estão defasadas tecnologicamente em relação ao resto do mundo, não se pode esperar reações. O turismo no Brasil está ameaçado pela política de segurança, que fez o país subir para o título de campeão do mundo em assassinatos (mais de 74.000 por ano).  E o mundo o sabe. Isso espanta os turistas.  Da educação não se espera muito, porque o país beira sempre as últimas posições em qualquer ranking de comparação com estudantes de outros países. O transporte naval e o transporte aéreo estão praticamente entregues às companhias estrangeiras, gerando também um déficit colossal.
     E vou parando por aqui nessa análise.  Afinal, o que desejar para as próximas gerações?
     Eu não acredito em saltos tecnológicos, sem base, nem em milagres econômicos, sem trabalho.  E esses ingredientes estão faltando por aqui.

     Mas eu creio na soberania de Deus!  Se o futuro é sombrio para o Brasil, o mesmo não podemos dizer para os brasileiros, no que diz respeito à vida espiritual.  Se o buraco é grande, haverá mais oportunidades para as pessoas se voltarem para Deus. Pela dor, é claro.

     Há muitos anos Deus me deu uma profecia sobre o “Sangue em Sólo Brasileiro”. Embora a violência tenha aumentado no país, essa profecia não se cumpriu ainda. E pode ser que agora o seu cumprimento esteja próximo!