terça-feira, 21 de julho de 2015

RECESSÃO E CAOS ECONÔMICO

AO FINAL DO 1o. SEMESTRE DE 2015 o GOVERNO JÁ PREVÊ QUEDA NO PIB DE 2% 

     Eu reproduzo no título a notícia veiculada, junto com a sua época. Isso, porque este texto pode ser lido ou relido muito tempo depois.  E nós com isso?  O que os cristãos têm a ver com os índices econômicos?
     Em primeiro lugar, o entendimento.  O PIB (Produto Interno Bruto) é uma medida muito conhecida e usual do tamanho ou da riqueza de uma nação.  E num conceito mais empírico, uma nação "vale" (materialmente) o dobro do seu PIB.  Assim, se o PIB aumenta, significa progresso e que a nação está crescendo. Em geral, todas as nações do mundo estão crescendo a cada ano. A média do crescimento do mundo é de 2 a 3% ao ano. Se um país cresce isto, ele está igual, em relação aos outros. Se cresce mais (como é o caso da China e Índia nos últimos anos) ele está se sobressaindo aos demais. Se cresce menos (como os EUA nos últimos anos), ele está sendo sobrepujado pelos demais. E nessa escala 1% significa muito. Uma diferença de 1% pode fazer o humor de um povo mudar completamente. De satisfação geral a preocupação. E de preocupação à sensação de desastre e caos.
     Parece que a situação atual do Brasil é exatamente essa transição de preocupação para uma certeza de caos e desastre (na verdade o PIB deve cair mais de 3% este ano), que parece já ser a convicção de todos os políticos, empresários e pensadores. Mas eu insisto: E nós cristãos o que temos a ver com isso?
     Nós até poderíamos explicar o porquê desse quadro de desastre econômico nos últimos anos. E seria útil? Também poderíamos lembrar que já temos recebido profecias de Deus sobre isso há muitos anos. Isso ajudaria?
     Importante agora é lembrar que nós cristãos somos colocados por Deus como  tempero (sal) da terra e como o termômetro(a luz) da nação. Como povo sacerdotal (1Pe.2:9), cremos que temos de Deus a chave para abençoar ou amaldiçoar uma nação.  Nós, o povo de Deus, somos de fato responsáveis pelo clima de acomodação espiritual (e até relaxamento e mornidão) que tem marcado o ambiente religioso do Brasil. E co-responsáveis pelas conseqüências que virão ao país.  Por isso devemos entender a nossa posição.  Não é o caso de colocar a culpa em quem quer que seja. Nem acreditar que algum engajamento político trará solução ao país.  Mas apenas lembrarmos que 2Cr.7:14 continua na Bíblia e que Deus ainda é misericordioso e capaz de realizar milagres.
     Já no plano individual e familiar é nos prepararmos para o aperto financeiro, aumento desenfreado dos preços, desemprego, corrupção generalizada, arrastões sem prévio aviso, insegurança e impunidade gerais, etc.  Aumentando o crime, a perplexidade das pessoas, aumentando o desrespeito ao cidadão, enfraquecendo as autoridades (elas já estão em briga entre si), como ficaremos ou agiremos nós?  Estamos preparados para isso?  Nós recomendamos, em tempos de crise, toda sobriedade e comedimento. Não gaste em supérfluos, não faça dívidas desnecessárias, não compre em prestações indefinidas, porque você não sabe o dia de amanhã.  Tenha alguma poupança. O pouco que você poupar hoje poderá ser necessário para um filho seu, um parente ou mesmo um irmão em desespero.
     E sobretudo, deixe os entretenimentos e venha também remir o tempo. Afinal, os dias sãos maus (Ef.5:14-16).  E no Brasil, "bote" mau nisso, porque é o que deve ocorrer. Procure se preparar para receber notícias desagradáveis.  Procure depender de Deus para tudo. Prepare-se para perder algo material.  E procure também poder dizer como Jó: "O Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor" (Jó 1:21).

     Acima de tudo, ore e creia que Deus pode transformar uma crise em oportunidade.  Se a dor ou o sofrimento trouxer a salvação de uma pessoa sequer, já terá valido a pena!  Na dor da nação, que Deus avive a sua obra (Hb.3:2).