segunda-feira, 20 de julho de 2015

DÍVIDA EXPLOSIVA DO BRASIL

 Pr. Érico R. Bussinger
 Este é um conceito pouco valorizado em nossos dias nas igrejas evangélicas. Nas primeiras eras do protestantismo no Brasil falava-se muito em pregar a salvação. E era o que se pregava. O número de evangélicos era então pequeno em relação à população total do país. O conceito de evangelização era comum. Após uma certa saturação da pregação evangélica no Brasil, que se intensificou com a chegada dos pentecostais, vieram os neo-pentecostais com outras novidades, como a bênção, a cura, o milagre e a prosperidade, bandeiras que tomaram os primeiros lugares nas pregações nas igrejas. Em nossos dias a ênfase das pregações no ativismo, no uso da fé e no abuso da graça tem-se generalizado. A aceitação dessa mensagem conveniente, o que o povo gosta de ouvir (Is.30:10), tem caracterizado o sucesso dos pregadores e das igrejas. Isso tem sido sempre medido em números. E sobre a justificação, praticamente não é mais pregada nos púlpitos. Não é uma mensagem de apelo popular, não faz sucesso e não rende dinheiro.
 Analisando bem, a justificação é o centro da pregação do evangelho, ordem que o Senhor Jesus deu para todos os seus seguidores. Se formos observar essa ordem do ide no Evangelho de Lucas, a referência é ao arrependimento, que Jesus mandou pregar (Lc.24:47).
 Há necessidade de arrependimento, para a justificação. Esta foi a pregação de João Batista (Lc.3:3). Se não há arrependimento, não há remissão de pecados e muito menos salvação. Nesse caso todas as bênçãos que podem ser recebidas serão inócuas (sem valor). Para que haja justificação, cada pessoa tem que se arrepender (de cada pecado-1Jo.1:9). Se isso não for pregado, como se arrependerão? (Rom.10:14,17).
 O processo de justificação tem que ser consciente. Ninguém receberá o perdão de Deus sem saber, sem se arrepender. E ninguém se arrependerá sem que isso seja pregado. E se isso não é pregado, como as pessoas serão salvas? Elas não receberão a fé (Rm.10:17).
 Como a realidade é que não existe nenhum justo, aos olhos de Deus (Rm.3:10), a única possibilidade é que cada um que queira ser salvo seja justificado (Rm.5:1). O processo de se atribuir justiça a uma pessoa que não é justa por si é fundamental no cristianismo e essencial para a salvação (Rm.5:18). Mas não é automático e muito menos independente de uma decisão consciente. Se isso não é pregado e ensinado, entende-se que não há justificação. E a estada de uma pessoa assim na igreja é vã.
 Você tem procurado entender a justificação? Você pode dizer que agora é uma pessoa totalmente justificada? Você pode agora desafiar o acusador a encontrar algum pecado vivo em você? Você pode pedir a morte agora, que o Senhor leve você como está?
 A sua igreja tem pregado sobre a justificação (Rm.10:13,14)?
 Cuidado!