sábado, 1 de novembro de 2014

ATITUDES QUANDO ERRAMOS

ABRA A PORTA         Israel Belo de Azevedo

Um campo de teste para conferirmos se estamos amadurecendo, e não apenas envelhecendo, é a maneira como tratamos nossos próprios erros.
As pessoas maduras se preocupam com os seus erros, desejosas que as outras amadureçam.
Quando a nós, deve ser nossa meta não errar. O erro tem consequências e não gostamos delas, por mais que, por vezes, errar seja prazeroso, o que explica porque pecamos tanto. Uma pessoa madura procura não errar.

Estamos progredindo como pessoas quando admitimos que erramos, no sentido de que poderemos errar ou já erramos. Parece passo fácil, mas não é.
Tendo errado, o segundo passo é reconhecer que erramos. Não devíamos, mas erramos.
O reconhecimento do erro não nos deve gerar outro pecado: o de nos rejeitarmos a nós mesmos, considerando-nos indignos dos outros, de nós mesmos e até do amor de Deus. Não devemos também pendular para o extremo de banalizar o erro. Nenhum erro é banal.
O reconhecimento do erro deve contribuir para solidificar em nós o desejo de não errarmos mais.

Para que este desejo pise cada vez mais o território da realidade, precisamos refletir sobre a nossa inclinação para o erro. Se perdemos algo, perdemos: o objeto não saiu voando de nossas mãos e se escondeu em algum lugar. Se ingerimos o que não devíamos, o copo não se assentou em nossa mesa. Se ferimos alguém, ferimos.
Em muitos casos, precisamos admitir que continuaremos errando, potencialmente até alcançar o fundo da destruição, se não buscarmos ajuda. Talvez, por mais que doa, tenhamos que abrir mão de nossa soberania, para permitir que alguém intervenha e nos socorra. Pode estar aí a chance de realizarmos nosso desejo de não errar mais.
Talvez, como Deus mesmo faz, algumas pessoa estejam batendo à nossa porta, esperando que a abramos, para caminharmos juntos na estrada do amadurecimento.