quinta-feira, 22 de junho de 2017

SOBRE UNIDADE DA IGREJA

CARTA AOS LÍDERES EVANGÉLICOS:    
                   PR. Érico Rodolpho Bussinger
     Embora dirigida aos nossos líderes da Comunidade Ramá (a quem aproveito para pedir que uns passem para os demais e discutam este assunto), não há a menor dúvida de que o assunto é bíblico, aplicável a todos os líderes cristãos e, aliás, é sobre eles mesmos.
     A oração do Senhor Jesus em Jo.17 tem como ponto central a sua súplica ao Pai pela unidade da Igreja (Jo.17:21). A unidade da Igreja é um assunto assumido (teoricamente) pela maioria dos líderes, mas relegado e nada praticado, o que entristece profundamente o Mestre. Ver a Sua noiva dividida, como “ave de rapina de várias cores” (Jr.12:9), é realmente entristecedor.
     Crer que a Igreja é uma só, a única, a noiva de Cristo, é entender que todos os cristãos de uma localidade são da mesma igreja, devem se respeitar mutuamente, devem se amar, levar a carga uns dos outros, preferir em honra uns aos outros, etc. E nada disso acontece!  Por exemplo, cada denominação (e em geral todas) estudam a Bíblia aplicando as passagens que se referem à Igreja como sendo a “sua denominação”, o governo da Igreja como sendo a direção da “sua denominação”, o progresso da Igreja como sendo o avanço da “sua denominação”. E assim por diante. Quando a “sua denominação” avança, eles se alegram e comemoram, não importando que os outros tenham andado para trás. Nesse caso alguns vão até se alegrar por isso. É espírito de competição. E não espírito de unidade ou Espírito Santo. Isto é SECTARISMO e não espiritualidade ou amor.
     A maioria dos líderes não passa de ADMINISTRADORES da organização chamada Igreja e por isso a fazem funcionar (humanamente), gerando NÚMEROS apenas. Mas não espiritualidade. Os membros não crescem. Eles só “engordam”, na linguagem de Juan Carlos Ortiz. A Igreja aumenta em número, dinheiro, obras, templos, mas não em espiritualidade, em unidade, em influência na sociedade e na intercessão. Nem de longe entendem o que é o SACERDÓCIO (1Pe.2:9). Estão longe do alvo, a unidade da fé, porque não preservam a unidade do Espírito (Ef.4:3,13). Desobedecem a Deus e ignoram suas ordens de salgar a terra (Mt.5:13,14 e 1Tm.2:1-4). E a nação o sente!
     Por isso, muitos buscam e não acham. Oram e não são respondidos. Sobem montes, fazem vigílias, convocam reuniões intermináveis e fazem muitos eventos, mas somente para aborrecer ao Senhor (Is.1:12-15). Eles só conseguem orar pelo aumento do seu “feudo”, não enxergando o bem comum de toda a família de Deus, de quem toda ela toma o nome e não somente uma parte dela (Ef.3:15). Em outras palavras, são sectaristas, edificando uma seita (a sua denominação) e não o corpo (todo) de Cristo. Por causa deles, muitos se escandalizam (alguns só por discordarem deles) e o Evangelho é difamado na cidade. Sim, porque no afã de darem relatórios numéricos, apresentarem resultados (numéricos) e poderem se vangloriar, se entregam à avareza e chegam ao desespero de fazerem coisas que envergonham o nome do Senhor.
     É também por causa deles e disso, que a MALDIÇÃO de Deus está sobre o Brasil. Não, não é crise, é juízo de maldição de Deus o que está vindo sobre o Brasil. E vai piorar.!
     Nós não estamos nisso não. Saia da Babilônia. E vamos buscar a unidade do corpo. E agradar ao Senhor. Somente quando cumprirmos a unidade de Cristo é que o mundo vai nos reconhecer como sendo dEle (Jo.13:34,35). E um obreiro só será aprovado por Deus quando “visualizar” que a Igreja é toda ela e não somente um pedaço dela. Não é quantidade, é unidade. Caso contrário, aos olhos de Deus, o obreiro será tido como um sectário ou meramente um religioso.
     Você entende a gravidade deste assunto?  Gostaria de crer que sim.
      A seguir, algumas recomendações práticas, crendo que o Senhor as assina:
1)      Ore pela unidade da Igreja continuamente, ecoando a oração do Mestre;
2)      Procure conhecer as “igrejas” vizinhas da cidade, seus líderes e suas ações;
3)      Oriente seus liderados a procurarem os demais cristãos no seu bairro, na sua empresa, na sua escola,  repartição, quartel, no seu bairro etc. Isso para orarem e evangelizarem juntos;
4)      Procure entender as diferenças doutrinárias de uma maneira analítica e não criticando. Afinal, toda “doutrina”, ainda que seja de homens, tem alguma coerência intrínseca ou origem;
5)      Procure acompanhar o que acontece nas “outras” igrejas, lendo seus jornais, boletins, ouvindo suas programações de rádio (TV), vendo seus sites na internet, etc. Para orar por eles;
6)      Procure participar e levar seus liderados a participarem também de todos os eventos evangélicos inclusivos, como campanhas públicas de evangelização, de oração (ainda há muito poucas, mas vão aumentar, à medida que mais sangue for derramado em sólo brasileiro), dia da Bíblia, Marcha para Jesus (ainda que seja também para “alguém” mais), etc;
7)      Chame os outros líderes para orarem pela cidade, pelo bairro, pela universidade, etc;
8)      Fuja (sem criticar) da participação política. Isso nos divide e gera perda de tempo e fóco;
9)      Abra os olhos para o chamado profético da Igreja e não somente para as atividades de “entretenimento religioso”, visando aumentar (ou engordar) a sua denominação.
Entenda que somos uma só noiva do Senhor e não um amontoado de grupinhos religiosos!

                             Deus nos dê graça para caminharmos em direção à Unidade!

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