quinta-feira, 10 de novembro de 2016

ÚLTIMO SOPRO DE OPORTUNIDADE AOS CRISTÃOS NO OCIDENTE


DONALD  TRUMP  E  O  ANTI-CRISTO
                      Pr.  Érico  R.  Bussinger
     Contra todas as expectativas e perspectivas do mundo todo, que se tornaram mais em torcidas do que análises (pelo que elas devem ser questionadas), sagrou-se eleito Presidente dos EUA o mais  indesejado candidato, o misterioso  DONALD  TRUMP.  Conhecido muito mais por ser bilionário e extravagante, do que propriamente por suas idéias, Trump adotou algumas bandeiras políticas altamente criticadas pela maioria do mundo e inclusive pela unanimidade da grande mídia de sua pátria.  Prometendo fazer o país retornar às suas origens, reavivando o potencial da indústria dos EUA, Trump visualiza fazer com que os rendimentos da economia se traduzam em bem-estar para os norte-americanos, ao invés de serem canalizados para outros países, como a China, e para a grande massa de imigrantes estrangeiros de seu país.
     Com essas bandeiras políticas ele quis agradar a grande classe média americana, incluindo nesse conjunto todos os conservadores cristãos, que têm vivido estupefatos ante a inclinação vertiginosa dos EUA em direção à liberalização dos costumes e da ideologia de gênero,  à pregação da laicidade do estado, combatendo o cristianismo  e dos ataques à família. Isto foi o que fez parte da grande bandeira política do Obama, que ele chama de "a mudança" (change).  Com os rumos que o país tomou nos últimos anos, a Economia migrou rapidamente para o fortalecimento da China e da Ásia e as idéias políticas fizeram os EUA andarem a reboque da Europa.
     Nos últimos anos a Europa deu a bandeira (como as mudanças climáticas) e os EUA deram a "polícia" (seus exércitos) para  manterem  a paz e a ordem no mundo.  Há muito tempo também a ONU se despregou totalmente dos EUA, embora mantenha nesse país a sua séde.
     O significado escatológico disso tudo é claro:  Só mesmo um milagre de Deus poderia fazer o Trump ser eleito.  Ele fez também a maioria do Senado e da Câmara dos Deputados.  De quebra, ainda  fará a nomeação do novo ministro da Suprema Côrte, desequilibrando o empate atual nessa côrte.  Só mesmo milagre!
     A eleição de um conservador que se diz cristão e se faz acompanhar por outros cristãos conservadores retardará um pouco a formação do grande bloco de apoio ao Anti-Cristo, aquele que unirá EUA, Europa e o ocidente.  Por outro lado, a atuação nacionalista da política de Trump unirá mais rápido ainda o Oriente em torno da China, o que será o outro bloco adversário na batalha do Armagedon, quando Jesus Cristo voltará.  Quanto à Rússia do sr.Putin, que inicialmente mostra satisfação com a vitória de Trump, logo revelará suas diferenças, aproveitando um clima de guerra fria com os EUA, para unir a sua base de apoio, qual seja, a Turquia, Irã e os países árabes, numa bandeira comum de ataque a Israel. Nisso a Rússia de Putin será o Gogue dos cap.38 e 39 de Ezequiel, que invadirá Israel.
     Como se pode concluir, apesar de a eleição de Trump representar uma aparente aglutinação de forças conservadoras contra o espírito do Anti-Cristo, creio que será a última chama de oportunidade, como o reinado do Rei Josias em Judá, antes do cativeiro. A oportunidade de os cristãos e forças conservadoras se aglutinarem nos EUA será de curta duração e sem dúvida a última oportunidade.  Trump não conseguirá ser um bom líder, poderá sofrer atentado no meio do mandato e fará os organismos internacionais, a mídia, os formadores de opinião e as forças religiosas seculares, todos se unirem contra os cristãos, dando ensejo à plataforma de um "salvador" do mundo, capitaneado pela ONU, que será o próprio Anti-Cristo. Ou seja, a eleição de um conservador cristão (que ele propriamente não é) só fará unir mais depressa as forças oposicionistas liberais e reformadoras .  Isso "asfaltará" o caminho do Anti-Cristo. 
     Além do mais, a globalização é uma realidade inegável (embora não do gosto da maioria) e sozinho o Trump não poderá enfrentá-la.    Ao final, Trump sairá vencido.  E com ele todos os cristãos e conservadores do mundo todo.
     Donald Trump não representa só os evangélicos norte-americanos.  E também não podemos dizer que Deus é a verdadeira paixão dele.  O fato de Deus, que é soberano, tê-lo "eleito" não significa que ele fará toda a vontade de Deus. Na Bíblia os livros dos Reis e de Crônicas ilustram muito bem a História.  E Donald Trump será apenas mais um.  Mas não devemos nos esquecer que Deus, soberano que é, pode continuar "escrevendo a História", embora com "linhas tortas",  usando quem Ele quiser.  No passado Ele usou o Faraó, o Nabucodonosor, o rei Ciro da Pérsia e muitos outros, sem que necessariamente eles fossem seus seguidores.  Deus pode eleger e usar o Trump também.
     Em resumo, ninguém pode duvidar de que somente um milagre (de Deus) poderia eleger o inicialmente desacreditado Trump. E também não foi por sua capacidade, ou habilidade política, que ele foi eleito. Mas com toda certeza, Trump  foi eleito para cumprir um papel importante nestes últimos tempos, inclusive unir o mundo e revelar o Anti-Cristo (que inicialmente será o Anti-Trump).               Rio, novembro de 2016