segunda-feira, 11 de abril de 2016

QUANDO TIRAM DEUS DA NAÇÃO

O IMPEACHMENT DE DEUS
                   Kleos M Lenz César JR
     Dilma, Temer, Cunha, Renan. Todos em fila do abatedouro para o impeachment. Todos na berlinda entre o crime e o quase crime. A lista pode ser maior ou até mesmo infinita. Parece que um futuro perturbador nos espera. O grande país do futebol retrocede 15 anos. O que será?
     Pensando bem, a culpa é nossa. Antes do impeachment dessa gente, julgamos Deus impedido. Tiramos dele o governo legítimo. Houve golpe. Deus não cometeu crime algum. Pior ainda, Ele sequer andou na linha do quase crime, deixando-nos revoltados e confusos. E não adianta culparmos os judeus nem as Cruzadas por isso. Fomos nós mesmos, eu e você.



     Tiramos Deus das escolas, obrigando crianças à desinformação sobre Ele “para que possam decidir se aceitam seu governo ou não quando forem adultas”. Na realidade, queremos que os pequenos o rejeitem agora. Em nome da democracia e do bem comum, Deus é banido gratuitamente das escolas. Ensino religioso, crucifixo nas repartições e outros símbolos podem ser ofensivos a quem não quer saber de Deus. E de fato é mesmo. Entretanto, outros querem e precisam saber algo. A esses, cometemos o crime (inafiançável) de obrigá-las a não saber de Deus. Golpe.


     Bom, mas as religiões... Talvez você tenha até alguma razão quando discorda do que vê na TV. Estou nesse time. Entretanto, por causa de pessoas gananciosas, que talvez até não conheça Deus, apenas o dinheiro, impedimos Deus. Culpamos Deus porque o pastor/padre tal fez isso ou aquilo. Criamos bandeiras religiosas novas todos os dias. Uma porta a mais é mais dinheiro sem ter que dividir com outro, e nem mesmo pagar imposto. É um grande negócio. Se não é bem isso é, pelo menos, porque não fomos capazes de tolerar diferenças. Mas Deus? Deus não tem nada com isso. O impedimos por causa de gente inescrupulosa. Golpe.
     Somos culpados porque não sentimos mais culpa. Coração pirata, não me arrependo de nada, faço o que quero, estou sempre com a razão (Coração Pirata, Roupa Nova). Está tudo certo enquanto eu achar que está tudo certo. Quem manda aqui agora sou eu (sai daí, agora é minha vez). Expulsamos Deus para nós mesmos ocuparmos seu lugar. E estamos crentes que fazemos tudo bem, que a sociedade democrática do século 21 vai de vento em popa em rumo à liberdade. Isso é golpe.
     Expulsamos Deus da ciência, expulsamos Deus do futebol, da Fórmula 1. Deus está expulso do Congresso, das leis. Deus está impedido de intervir no comportamento de gênero, da família... Fazemos cirurgias de adequação, como se o projeto dEle fosse inadequado. Deus está expulso do sexo. Expulso da verdade, dos julgamentos. Deus está fora dos sindicatos, das ideologias políticas e religiosas. Deus anda fora até das igrejas, pelo menos de algumas. Expulsamos Deus com requinte de falta de educação, de racismo, de preconceito, de teofobia. Temos preconceito contra Deus e contra tudo o que diz respeito a Ele. Falar de Deus é falar de religião (com r minúsculo) e isso é intolerável. Viramos racistas, homofóbicos, coxinhas, golpistas.
     Ora, talvez devêssemos olhar para trás e ver que dias melhores já vivemos, quando tínhamos tempo para, pelo menos, ver as estrelas e buscar entendê-Lo. O capital nos roubou até o tempo e o olhar. Servimos ao capital. Tentamos desfazer o crédito que o livro mais creditado do mundo tem. A Bíblia é perfeita. Não venha você com citações de cientistas lá de não sei onde que diz ser a bíblia uma compilação católica do século II, manipulada para o direito opressor do clero. A Bíblia é sim, livro inspirado por Deus (inclusive sua versão em Português, depois de inúmeras traduções realizadas por seres humanos como eu, você, Cunha, Dilma, Madre Tereza, Obama, Ayrton Senna, Oscar Niemeyer, ou o mendigo lá da rua Tiradentes). A Bíblia é a palavra dEle. Deus controlou o que quis registrar. Papa nenhum interferiu nisso. Nem mesmo Pilatos interferiu no julgamento e morte de Jesus. Pilatos foi um banana-pobre-coitado, imobilizado entre César e os líderes religiosos. Bem que Cláudia lhe avisou.
     Tentamos destronar Deus, mas algo me diz que Ele está aí, vivo, sentado no seu trono do Rei do Universo. De lá ninguém o tira. Continua como sempre foi. Espera apenas ser chamado. E mesmo sem ser chamado, voltará, e não voltará humildezinho, nascido no meio de vacas, nascido de mulher. Deus não voltará democrático. Virá com autoridade e majestade.
     Talvez a melhor saída para esses tempos seja ajoelharmos (só o faz quem se submete a alguém. Precisa ser humilde, difícil) pedindo a Deus misericórdia, perdão pelo golpe que praticamos contra Ele há tempos. Sem essa de olhar para o lado em busca de culpados. A culpa é minha. Cristãos (protestantes, católicos, neo-petencostais, espíritas - ou qualquer outro nome que poderá surgir em minutos, hindus, ateus, agnósticos, mulçumanos), não importa a religião, deveriam pedir a Deus que volte a colocar Jesus (e só ele) no nosso governo. Sem acordos, sem alianças. Só ele e pronto. Não tem problema você continuar Cristão (...), hindu, ateu, agnóstico, mulçumano. Seja o que sua consciência e entendimento do que Ele quer dizer para ser. Consulte-o. Mas apenas aceite que Jesus é Deus e que precisamos que ele reassuma o poder, sem restrições, sem mais golpe.
     Quanto ao quarteto na fila, paciência. Estamos pagando o pato do impeachment de Deus.


Baygon neles.