segunda-feira, 18 de agosto de 2014

É INACREDITÁVEL... MAS É O NOSSO BRASIL!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Recebi esta informação, que mostra a realidade atual no nordeste do país. Leia.
06 de julho de 2010.

Aconteceu no Ceará!
Curso para 500 mulheres.

Como o setor têxtil é de vital importância para a economia do Ceará, a necessidade de mão-de-obra na indústria têxtil é imensa e precisa ser constantemente formada e preparada.

Diante disso, o Sinditêxtil fechou um acordo com o Governo para coordenar um curso de formação de costureiras.

O governo exigiu que o curso deveria atender a um grupo de 500 mulheres que recebem o Bolsa-Família. De novo: só para aquelas que recebem o Bolsa-Família.

O importante acordo foi fechado dentro das seguintes atribuições: o Governo entrou com o recurso; o SENAI com a formação das costureiras, mediante um curso de 120 horas/aula; e o Sinditêxtil com o compromisso de enviar o cadastro das formadas às inúmeras indústrias do setor, que dariam emprego às novas costureiras.

Pela carência de mão-de-obra, a idéia não poderia ser melhor.

Pois bem, o curso foi concluído recentemente e, com isso, os cadastros das costureiras formadas foram enviados para as empresas, que se prontificaram em fazer as contratações.

E foi nessa hora que a porca torceu o rabo, gente. Anotem aí: o número de
contratações foi ZERO. Entenderam bem? ZERO!

Enquanto ouvia o relato, até imaginei que o número poderia ser baixo, mas o fato é que não houve uma contratação sequer. ZERO.

Sem nenhum exagero. O motivo?

Simples, embora triste e muito lamentável, como afirma com dó o diretor do Sinditêxtil: todas as costureiras, por estarem incluídas no Bolsa-Família, se negaram a trabalhar com carteira assinada. Para todas as 500 costureiras que fizeram o curso, o Bolsa-Família é um benefício que não pode ser perdido. É para sempre. Nenhuma admite perder o subsídio.



SEM NEGOCIAÇÃO.

Repito: de forma uníssona, a condição imposta pelas 500 formadas é de que não se negocia a perda do Bolsa-Família. Para trabalhar como costureira, só recebendo por fora, na informalidade. Como as empresas se negaram, nenhuma costureira foi aproveitada.

Casos idênticos do mesmo horror estão se multiplicando em vários setores.


QUEM ESTÁ CRIANDO ELEITORES DE CABRESTO, COMPRADOS ATÉ EM SUA DIGNIDADE, QUE SE RECUSAM A TRABALHAR PELO SEU SUSTENTO?

E QUEM PAGA O PATO, TODO MÊS, ao Imposto de Renda, com até 27,5 % do seu salário?

Quem criou o trabalho, trabalha até agora e manda que trabalhemos também? Está entendendo?

Postado por Pr. Érico R. Bussinger às 11:15