Sangue

O sangue é um tema central nas Escrituras Sagradas. Desde o início, quando o sangue de Abel clamou da terra, até o sangue do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, o sangue possui um significado profundo que todo cristão precisa compreender. Nesta página do Blog do Pastor Érico, reunimos reflexões bíblicas, proféticas e pastorais sobre este elemento vital da nossa fé.

O Significado do Sangue no Antigo Testamento

No Antigo Testamento, o sangue era o veículo da vida. Deus estabeleceu que a vida do animal estava no sangue e ele foi designado para fazer expiação pela alma (Levítico 17:11). Os sacrifícios de animais apontavam para um sacrifício perfeito que viria. O sangue nos umbrais das portas no Egito salvou os primogênitos de Israel. Este padrão de redenção e juízo permeia toda a história do povo de Deus. O profeta Moisés aspergiu o sangue sobre o povo, selando a aliança (Êxodo 24:8). Assim, o sangue era, ao mesmo tempo, sinal de vida entregue e de aliança estabelecida.

O Sangue de Jesus Cristo

Jesus Cristo veio para cumprir o que a lei prefigurava. Ele derramou o seu sangue na cruz, não de animais, mas o seu próprio sangue precioso. Este sangue nos purifica de todo pecado (1 João 1:7). Pelo sangue de Jesus, temos redenção, a remissão das nossas ofensas (Efésios 1:7). Não há outro nome dado entre os homens pelo qual possamos ser salvos, e não há outra purificação senão pelo sangue de Jesus.

O autor de Hebreus nos ensina que sem derramamento de sangue não há remissão (Hebreus 9:22). O sangue de Cristo é o fundamento da Nova Aliança. Ele nos dá ousadia para entrar no Santo dos Santos (Hebreus 10:19). É uma verdade que a igreja moderna precisa resgatar: o poder do sangue nos dá acesso direto ao Pai. A ceia do Senhor é a celebração perpétua desta nova aliança no sangue do Cordeiro.

Sangue e Profecia

Em um mundo cada vez mais distante de Deus, o sangue continua falando. O sangue de Jesus fala coisas melhores do que o sangue de Abel (Hebreus 12:24). Abel clamava por justiça; o sangue de Jesus clama por misericórdia e redenção.

O livro de Apocalipse está repleto de referências ao sangue. Os santos vencem o acusador pelo sangue do Cordeiro (Apocalipse 12:11). As vinhas da terra são pisadas no lagar da ira de Deus, e sai sangue (Apocalipse 14:20). Estes são tempos solenes, e a igreja precisa estar firmada na rocha que é Cristo, coberta pelo seu sangue. As profecias sobre o Brasil, tão presentes neste ministério, frequentemente apontam para o sangue como sinal de juízo e também de proteção para aqueles que estão debaixo da aliança do Cordeiro.

Aplicação para a Nossa Vida

O que o sangue de Jesus significa para nós hoje?

Purificação: Ele nos lava de todo pecado e nos torna brancos como a neve. É a base da nossa santificação.

Paz: Ele nos reconcilia com Deus, derrubando a parede de separação que existia entre o homem e o Criador.

Vitória: Ele é a nossa defesa contra as acusações do maligno. O sangue do Cordeiro é a nossa arma mais poderosa na guerra espiritual.

Comunhão: Ele nos dá acesso direto à presença de Deus. Pelo sangue de Jesus, podemos nos achegar ao trono da graça com confiança.

A igreja primitiva vivia na celebração do sangue de Jesus. Partiam o pão e bebiam do cálice, anunciando a morte do Senhor até que ele venha. Nós também somos chamados a viver nesta comunhão, valorizando o imenso custo da nossa salvação e proclamando o poder redentor do sangue de Cristo.

A cura para a nossa nação começa quando o povo de Deus se humilha, ora e confia no poder expiatório do sangue de Jesus. Que o Sangue de Jesus seja a nossa cobertura, a nossa paz e a nossa esperança. Que possamos, como igreja, proclamar com ousadia as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Amém.